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Mulher que pulou do 5º andar em Salvador relatou em depoimento que empresário ria enquanto a agredia

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Mulher que pulou do 5º andar em Salvador relatou em depoimento que empresário ria enquanto a agredia

A mulher se jogou da janela do apartamento no último domingo (9)

Mulher que pulou do 5º andar em Salvador relatou em depoimento que empresário ria enquanto a agredia

Foto: Reprodução/Tv Bahia

Por: Metro1 no dia 11 de junho de 2024 às 19:00

Atualizado: no dia 11 de junho de 2024 às 20:14

A mulher que se jogou do quinto andar de um prédio de luxo em Salvador contou, em seu depoimento, que o empresário Igor Costa Campos, preso em flagrante, ria enquanto lhe agredia. Ainda segundo o relato da vítima, que não teve identidade divulgada, ela se trancou no quarto para fugir das agressões e decidiu pular da janela após ter a impressão de que o homem teria conseguido entrar no cômodo. 

O episódio aconteceu no último domingo (9), quando a vítima foi socorrida por moradores do condomínio que a encontraram caída em uma plataforma de madeira do espaço. Na segunda-feira (10), a mulher recebeu alta médica. Já nesta terça-feira (11), a prisão de Igor foi convertida para preventiva em audiência de custódia.

Em seu depoimento, ela conta que, após pular da janela, ouviu Igor dizer: “isso não vai ficar assim, você não vai escapar assim, eu sei onde você mora". A vítima chegou a pedir abrigamento temporário para quando recebesse alta do hospital e afirmou que já chegou a ser ameaçada por Igor com uma arma. 

Natural de Maceió, ela conheceu Igor há cerca de um mês, quando foram morar juntos. O relacionamento, no entanto, estava conturbado, segundo a vítima, com diversas brigas por ciúmes da parte dele. No fim do mês de maio, ela teria descoberto uma gravidez e o empresário exigiu um exame de DNA. O episódio das agressões aconteceu após a mulher de 27 anos retornar de uma viagem à sua cidade natal por conta de uma ligação de Igor. No depoimento, ela cita chutes, pontapés e murros.

O que diz a defesa 

A defesa de Igor questiona a prisão preventiva, alegando que "não foram preenchidos os requisitos que autorizam a decretação”, e afirma que o laudo de lesão corporal também indica agressões sofridas por ele.

“Ele tentou a todo tempo evitar que a situação se agravasse, que ela se jogasse também, só que terminou que ela se jogou e não teve o que fazer. Felizmente ela está viva, não veio a óbito, e agora é aguardar o desdobramento do processo para ver como a situação vai se encerrar”, alegou o advogado Carlos Henrique Magnavita.