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Entre Páginas: Thomas Paine, Chernobyl e Primo Levi
Pra começar, “Senso comum”, de Thomas Paine. Paine colaborou para consolidar a jovem república, cujo nome sugeriu- Estados Unidos da América. Thomas Paine era inglês. Autodidata, teve muitos empregos modestos em sua terra natal e, em 1774, emigrou para a América do Norte. Na insurreição dos colonos contra o governo britânico, Paine tomou o partido dos primeiros e, por meio do seu famoso panfleto Common Sense, ou senso comum, ajudou a preparar o terreno para a declaração de independência dos Estados Unidos, em 4 de julho de 1776. [Leia mais...]

Foto: Ilustrativa
Pra começar, “Senso comum”, de Thomas Paine. Paine colaborou para consolidar a jovem república, cujo nome sugeriu- Estados Unidos da América. Thomas Paine era inglês. Autodidata, teve muitos empregos modestos em sua terra natal e, em 1774, emigrou para a América do Norte. Na insurreição dos colonos contra o governo britânico, Paine tomou o partido dos primeiros e, por meio do seu famoso panfleto Common Sense, ou senso comum, ajudou a preparar o terreno para a declaração de independência dos Estados Unidos, em 4 de julho de 1776.
“Vozes de Tchernobyl, a historia oral do desastre nuclear”, de Svetlana Aleksiévich. Em abril de 1986, uma explosão na usina nuclear de Chernobil, na Ucrânia — então parte da finada União Soviética —, provocou uma catástrofe sem precedentes: uma quantidade imensa de partículas radioativas foi lançada na atmosfera e a cidade de Pripyat teve que ser imediatamente evacuada. Tão grave quanto o acidente foi a postura dos governantes soviéticos, que expunham trabalhadores, cientistas e soldados à morte durante os reparos na usina. Pessoas comuns, que mantinham a fé no grande império comunista, pereciam após poucos dias de serviço. Por meio das vozes dos envolvidos na tragédia, Svetlana constrói este livro arrebatador, que tem a força das melhores reportagens jornalísticas e a potência dos maiores romances literários. Uma obra-prima do nosso tempo.
“Assimetria e a vida: artigos e ensaios 1955 – 1987”, de Primo Levi. O nome de Primo Levi é indissociável do contundente e brilhante relato de sua vida no campo da morte de Auschwitz e da busca pelo seu significado. Sua grandeza, além do valor intrínseco do testemunho da barbárie, está na insistência em questões que confrontam nossas certezas do mundo. Busca entender racionalmente algo que está além de qualquer medida humana para combater aquela que teria sido a realização plena do fascismo: “a consagração do privilégio, a instauração definitiva da não igualdade e da não liberdade”. Nos artigos e ensaios aqui reunidos, Primo Levi volta a discutir o significado do campo de concentração, comparando-o a algo que simultaneamente é e não é humano.
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