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MP do Paraná denuncia filho de Popó e outros dois por esquema de manipulação no Brasileirão

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MP do Paraná denuncia filho de Popó e outros dois por esquema de manipulação no Brasileirão

Investigação aponta aliciamento de jogadores das Séries A, B e C para apostas esportivas

MP do Paraná denuncia filho de Popó e outros dois por esquema de manipulação no Brasileirão

Foto: Foto: Reprodução/Redes Sociais/Jogada10

Por: Metro1 no dia 06 de fevereiro de 2026 às 11:16

Atualizado: no dia 06 de fevereiro de 2026 às 11:34

O Ministério Público do Paraná (MPPR) denunciou o empresário Igor Freitas, filho do ex-boxeador Acelino Popó Freitas, além de Rodrigo Rossi e Raphael Ribeiro, por suspeita de participação em um esquema de aliciamento de jogadores para manipulação de partidas nas três principais divisões do Campeonato Brasileiro. Os três já haviam sido alvos da Operação Derby, deflagrada em setembro de 2025, que apurou a oferta de R$ 15 mil a jogadores do Londrina para que recebessem cartões amarelos na Série C.

De acordo com documentos obtidos pelo GloboEsporte, Igor Freitas teria iniciado o contato com atletas por meio do Instagram e do WhatsApp, apresentando-se como filho de Popó e como empresário com acesso a grandes empresas e projetos de patrocínio. Após a abordagem inicial, ele repassava os contatos a Rodrigo Rossi, que dava continuidade às conversas e se apresentava como alguém com ligação a mais de 25 casas de apostas legalizadas no país.

A denúncia cita a tentativa de aliciamento do lateral-esquerdo Reinaldo, atualmente no Mirassol, que recebeu mensagens e áudios em agosto de 2025 e recusou a proposta. A investigação também identificou abordagens a atletas das Séries B e C, além de conversas interceptadas que indicariam metas de aliciamento envolvendo jogadores de outros clubes.

A operação conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Londrina, com apoio de forças de segurança da Bahia e de Santa Catarina, cumpriu mandados de busca e apreensão em Salvador e Itapema. Os denunciados respondem por associação criminosa e corrupção no âmbito esportivo, com penas previstas de dois a seis anos de prisão e multa. O MP do Paraná também pediu indenização de R$ 150 mil por dano moral coletivo. Até o momento, os acusados não se manifestaram.