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Intermarítima nega poluição após denúncias de despejo de material no mar em São Tomé de Paripe
Substâncias encontradas na praia são analisadas pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos

Foto: Reprodução/Expedia
A presença de substâncias de coloração azul e amarela no sedimento da praia de São Tomé de Paripe, no Subúrbio Ferroviário de Salvador, está sendo investigada por órgãos ambientais. A área fica próxima a um complexo portuário ligado à Baía de Aratu e à Baía de Todos-os-Santos, onde operam terminais privados de carga, enquanto empresas que atuam na região negam relação com o material encontrado.
Entre as empresas que operam na região está a Intermarítima Portos e Logística, responsável pelo Terminal Marítimo de Granéis (TMG), localizado na ponta da Sapoca. O terminal recebe principalmente fertilizantes, carvão mineral e outros materiais industriais, movimentados por meio de correias transportadoras e navios cargueiros.
Vídeos registrados por moradores mostraram material sendo lançado no mar durante uma operação, o que levantou suspeitas de contaminação ambiental e gerou preocupação entre pescadores e moradores da região. Procurada, a empresa negou irregularidade e afirmou que o episódio ocorreu durante um procedimento de segurança. Segundo a companhia, o material liberado era “solúvel e não poluente, liberado durante uma parada preventiva de segurança”.
O caso também passou a ser acompanhado pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), que realizou análises preliminares na água da região. Exames iniciais indicaram a presença de substâncias como cobre e nitrato em amostras coletadas na praia, o que levou à continuidade das investigações para identificar a origem e possíveis impactos ambientais.
Em nota, o Terminal Itapuã também se manifestou sobre o aparecimento de substâncias no sedimento arenoso da praia de São Tomé de Paripe. A empresa afirmou que acompanha a fiscalização do Inema e declarou ter colaborado com as investigações. “Desde as primeiras surgências, o Terminal Itapuã colocou-se inteiramente à disposição do órgão ambiental, prestando esclarecimentos para auxiliar nas investigações”, diz o comunicado.
A empresa informou ainda que realizou um levantamento das cargas movimentadas e encaminhou os dados ao órgão ambiental. De acordo com a nota, “as substâncias de coloração azul e amarela encontradas no sedimento arenoso possuem aspecto incompatível com aquelas movimentadas pelo atual operador, a empesa Terminal Itapuã”.
O terminal defendeu que a apuração considere o histórico de operações na área. “As circunstâncias do caso apontam para a necessidade de investigação sobre o histórico operacional no terminal, sendo fundamental que a antiga proprietária e operadora do Terminal apresente os relatórios de investigação ambiental elaborados por sua empresa de consultoria”, afirma a nota.
O Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos segue analisando as amostras para identificar a origem das substâncias encontradas. Enquanto isso, o Terminal Itapuã afirma que “opera regularmente, em estrita conformidade com a legislação ambiental e com suas licenças vigentes”, além de possuir certificações internacionais de gestão ambiental, qualidade e segurança.
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