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MP da Bahia aciona Hospital São Rafael por irregularidades sanitárias

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MP da Bahia aciona Hospital São Rafael por irregularidades sanitárias

Investigação teve início após denúncia que relatava problemas estruturais no Banco de Sangue da unidade

MP da Bahia aciona Hospital São Rafael por irregularidades sanitárias

Foto: Divulgação | Hospital

Por: Metro1 no dia 09 de março de 2026 às 17:52

O Hospital São Rafael, em Salvador, foi alvo de uma ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) após a identificação de irregularidades sanitárias no estabelecimento.  A medida — proposta pelo promotor de Justiça Saulo Mattos, titular da 4ª Promotoria de Justiça do Consumidor da capital baiana — foi apresentada na última terça-feira (3).

Ao realizar inspeções no local, a Diretoria de Vigilância Sanitária e Saúde Ambiental (Divisa) concluiu que a prestação de serviços hospitalares estava em desacordo com normas sanitárias, o que, para Mattos, pode oferecer riscos à saúde e à segurança dos consumidores. “As constatações da autoridade sanitária indicam situações que demandam pronta intervenção para assegurar que os serviços hospitalares sejam prestados em conformidade com as normas de proteção à saúde da população”, ressaltou. 

Segundo ele, diante da continuidade das irregularidades, o MP tentou a celebração de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), no entanto, o hospital não manifestou interesse, o que levou a entidade a realizar o ajuizamento da ação civil pública.

Problemas apontados na inspeção
O que deu início à investigação foi uma denúncia registrada no MPBA, que relatava problemas estruturais no Banco de Sangue do hospital. De acordo com a notificação encaminhada ao Ministério, o setor estaria operando em condições inadequadas, com vazamentos generalizados, presença de mofo no teto de salas de triagem, coleta e copa, além de vazamento de esgoto no espaço destinado ao lanche oferecido aos doadores de sangue. 

Outras irregularidades foram apontadas no relatório técnico, como a falta de registros que comprovem a rastreabilidade de produtos saneantes diluídos, ausência de submissão da planta física do setor à análise técnica da Divisa, falta de sistema de exaustão adequado no local destinado à diluição de produtos químicos e ausência de registros de manutenção e higienização de equipamentos utilizados nesse processo. Além disso, não havia registros formais de capacitação específica dos colaboradores responsáveis por essas atividades.

Ações do Ministério Público
O Ministério Público solicitou, por meio da ação, a concessão de tutela provisória de urgência para que o hospital faça a regularização sanitária do setor de forma imediata e adote medidas que resolvam os problemas apontados no relatório. Além disso, o órgão requer ainda que o hospital apresente um plano detalhado de adequação sanitária, contendo cronograma para implementação das medidas corretivas e a indicação dos responsáveis técnicos por sua execução.