
Cidade
Secretaria Municipal da Saúde deixa pacientes sem atendimento na Carreta da Saúde da Mulher, aponta denúncia
Relato enviado ao Metro1 aponta fila de pacientes na capital; Ministério da Saúde diz que Salvador informa não ter demanda para agendamentos

Foto: Letícia Belém/MS
A Secretaria Municipal da Saúde de Salvador (SMS) não estaria regulando pacientes da capital para atendimento na carreta da Saúde da Mulher, do Ministério da Saúde, segundo denúncia enviada ao Metro1. A estrutura está instalada no bairro de Escada e realiza atendimentos até o dia 6 de novembro.
De acordo com o relato, existe uma fila considerada “imensa” em Salvador, especialmente para exames de ultrassom. A denúncia afirma ainda que outros nove municípios da Região Metropolitana de Salvador (RMS) estão realizando normalmente o agendamento de pacientes para atendimento na carreta.
Segundo informações obtidas pela reportagem, o funcionamento das carretas prevê que elas sejam instaladas em um município-sede para atender pacientes de toda a região. Cada município deve identificar sua demanda, organizar uma fila e agendar os pacientes para atendimento na estrutura, com data e horário definidos. Nos municípios do interior, o deslocamento dos pacientes é feito pelas prefeituras por meio do Tratamento Fora do Domicílio (TFD).
Em Salvador, porém, esse fluxo não estaria sendo realizado. A regulação dos pacientes da capital é feita pelas Prefeituras-Bairro. Quando uma pessoa procura a rede municipal para uma consulta ou exame especializado, deveria ser registrada na fila e posteriormente encaminhada para atendimento, inclusive nas ações realizadas pelas carretas. Segundo o relato, isso não estaria ocorrendo.
A denúncia afirma que pacientes que procuram as Prefeituras-Bairro em busca de consultas com especialistas, como ginecologistas e oftalmologistas, podem ser informados de que não há vagas, mas não seriam inseridos em uma fila de espera. Com isso, precisariam retornar posteriormente às unidades para tentar conseguir o atendimento.
Ainda segundo as informações repassadas à reportagem, os postos de saúde de Salvador também não estariam encaminhando pacientes para agendamento na carreta da Saúde da Mulher. O fluxo previsto é que o paciente procure uma unidade de saúde, apresente a demanda e seja agendado para atendimento na carreta, com data e horário definidos.
Mulheres da capital, por isso, estariam procurando a unidade por conta própria após tomarem conhecimento da ação. Algumas chegariam com solicitações médicas e exames que indicam a necessidade de investigação ou acompanhamento especializado. Entre os serviços oferecidos estão consultas com ginecologista e mastologista, ultrassonografias de mama, pélvica e transvaginal, mamografia e colposcopia.
Segundo informações obtidas pela reportagem, a Sesab tem realizado encaixes de pacientes de Salvador fora do fluxo regular de regulação para permitir que elas sejam atendidas na carreta. A orientação é que mulheres da capital que precisem dos serviços oferecidos procurem diretamente a unidade.
Ainda segundo o relato encaminhado à reportagem, a ausência de uma fila formal de pacientes em Salvador faria com que o município informasse ao Ministério da Saúde que não havia demanda de mulheres da capital para atendimento na carreta da Saúde da Mulher.
O que diz o Ministério da Saúde
Em nota enviada ao Metro1, o Ministério da Saúde informou que o município de Salvador comunica que não há demanda de mulheres da cidade para o agendamento de atendimentos na carreta da Saúde da Mulher. A pasta orientou que as mulheres de Salvador se dirijam diretamente à unidade para receber o atendimento integral de saúde.
O que diz a Prefeitura
Procurada pelo Metro1, a Secretaria Municipal da Saúde de Salvador informou que não tinha informações sobre a situação apresentada pela reportagem e que iria apurar o caso.
📲 Clique aqui para fazer parte do novo canal da Metropole no WhatsApp.

