Sexta-feira, 23 de outubro de 2026

Faça parte do canal da Metropole no WhatsApp

Home

/

Notícias

/

Cidade

/

Secretaria Municipal da Saúde deixa pacientes sem atendimento na Carreta da Saúde da Mulher, aponta denúncia

Cidade

Secretaria Municipal da Saúde deixa pacientes sem atendimento na Carreta da Saúde da Mulher, aponta denúncia

Relato enviado ao Metro1 aponta fila de pacientes na capital; Ministério da Saúde diz que Salvador informa não ter demanda para agendamentos

Secretaria Municipal da Saúde deixa pacientes sem atendimento na Carreta da Saúde da Mulher, aponta denúncia

Foto: Letícia Belém/MS

Por: Metro1 no dia 23 de outubro de 2026 às 17:12

Atualizado: no dia 23 de outubro de 2026 às 18:54

A Secretaria Municipal da Saúde de Salvador (SMS) não estaria regulando pacientes da capital para atendimento na carreta da Saúde da Mulher, do Ministério da Saúde, segundo denúncia enviada ao Metro1. A estrutura está instalada no bairro de Escada e realiza atendimentos até o dia 6 de novembro.

De acordo com o relato, existe uma fila considerada “imensa” em Salvador, especialmente para exames de ultrassom. A denúncia afirma ainda que outros nove municípios da Região Metropolitana de Salvador (RMS) estão realizando normalmente o agendamento de pacientes para atendimento na carreta.

Segundo informações obtidas pela reportagem, o funcionamento das carretas prevê que elas sejam instaladas em um município-sede para atender pacientes de toda a região. Cada município deve identificar sua demanda, organizar uma fila e agendar os pacientes para atendimento na estrutura, com data e horário definidos. Nos municípios do interior, o deslocamento dos pacientes é feito pelas prefeituras por meio do Tratamento Fora do Domicílio (TFD).

Em Salvador, porém, esse fluxo não estaria sendo realizado. A regulação dos pacientes da capital é feita pelas Prefeituras-Bairro. Quando uma pessoa procura a rede municipal para uma consulta ou exame especializado, deveria ser registrada na fila e posteriormente encaminhada para atendimento, inclusive nas ações realizadas pelas carretas. Segundo o relato, isso não estaria ocorrendo.

A denúncia afirma que pacientes que procuram as Prefeituras-Bairro em busca de consultas com especialistas, como ginecologistas e oftalmologistas, podem ser informados de que não há vagas, mas não seriam inseridos em uma fila de espera. Com isso, precisariam retornar posteriormente às unidades para tentar conseguir o atendimento.

Ainda segundo as informações repassadas à reportagem, os postos de saúde de Salvador também não estariam encaminhando pacientes para agendamento na carreta da Saúde da Mulher. O fluxo previsto é que o paciente procure uma unidade de saúde, apresente a demanda e seja agendado para atendimento na carreta, com data e horário definidos.

Mulheres da capital, por isso, estariam procurando a unidade por conta própria após tomarem conhecimento da ação. Algumas chegariam com solicitações médicas e exames que indicam a necessidade de investigação ou acompanhamento especializado. Entre os serviços oferecidos estão consultas com ginecologista e mastologista, ultrassonografias de mama, pélvica e transvaginal, mamografia e colposcopia.

Segundo informações obtidas pela reportagem, a Sesab tem realizado encaixes de pacientes de Salvador fora do fluxo regular de regulação para permitir que elas sejam atendidas na carreta. A orientação é que mulheres da capital que precisem dos serviços oferecidos procurem diretamente a unidade.

Ainda segundo o relato encaminhado à reportagem, a ausência de uma fila formal de pacientes em Salvador faria com que o município informasse ao Ministério da Saúde que não havia demanda de mulheres da capital para atendimento na carreta da Saúde da Mulher.

O que diz o Ministério da Saúde

Em nota enviada ao Metro1, o Ministério da Saúde informou que o município de Salvador comunica que não há demanda de mulheres da cidade para o agendamento de atendimentos na carreta da Saúde da Mulher. A pasta orientou que as mulheres de Salvador se dirijam diretamente à unidade para receber o atendimento integral de saúde. 

O que diz a Prefeitura

Procurada pelo Metro1, a Secretaria Municipal da Saúde de Salvador informou que não tinha informações sobre a situação apresentada pela reportagem e que iria apurar o caso.