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Dono do Posto 3 cita prazo em 2016 e minimiza prejuízo ao metrô de Salvador
O Jornal da Metrópole mostrou nessa na edição da última quinta-feira (7) o problema que a permanência do Posto Taquipe, conhecido como Posto 3, tem causado as obras do metrô de Salvador [Leia mais...]

Foto: Tácio Moreira/Metropress
O Jornal da Metrópole mostrou nessa na edição da última quinta-feira (7) o problema que a permanência do Posto Taquipe, conhecido como Posto 3, tem causado as obras do metrô de Salvador. De acordo com a Secretaria de Desenvolvimento Urbano do Governo do Estado da Bahia (Sedur), o posto deveria ter sido desativado em 30 de junho de 2015 — após o prazo de 31 de dezembro de 2014 ser prorrogado — mas o responsável do negócio, que é o presidente do Sindicato do Comércio de Combustíveis, Energias Alternativas e Lojas de Conveniência do Estado da Bahia (Sindicombustíveis), José Augusto Costa, entrou com uma ação na justiça para não deixar a área, por onde seguem as obras da Linha 2 do metrô.
Ao Metro1 nesta sexta-feira (8), José Augusto rebateu o governo, afirmando que o prazo dado para a desativação é de mais dois anos, ou seja, 31 de dezembro de 2016. “O que a gente quer é que aquilo que foi convencionado e proposto pelo governo do estado seja cumprido (...) O governo está tentando de todos os jeitos possíveis e imaginários tirar a gente antes do tempo, a briga é essa”, afirmou.
"Combinado não é caro"
O presidente do Sindicombustíveis nega a intenção de permanecer na área e, ressaltando que “o combinado não é caro”, diz que está aberto a propostas do governo. “A gente tem a discussão judicial que tem que ser acertada de alguma maneira. Ou na justiça ou particularmente, não tem problema nenhum de se combinar alguma coisa, o combinado não é caro. Mas, nesse momento, a gente depende daquilo que foi pactuado (...) eu estou pedindo na justiça que se cumpra o que foi proposto pelo governo”, explicou.
"Prejuízo já muito grande"
Questionado sobre a necessidade de permanecer no local até dezembro e se acredita que manter o posto atrasa o desenvolvimento urbano da cidade, José ri: “É que nós tivemos o prejuízo já muito grande nessa história toda. Nós éramos o Posto 1 [desativado no início do processo que também era patrimônio de José] e demitimos mais de 100 pessoas. Agora, estamos na eminência de demitir um bocado de gente e eu entendo que o metrô não chegou nem no Iguatemi. As obras do metrô estão avançando bastante, mas aquelas obras que chegaram ao Posto 3 são obras de preparação não é o metrô em si”, disse.
Procurada novamente pelo Metro1, a Sedur negou qualquer prazo em 2016 e reiterou que a saída do Posto 3 já deveria ter acontecido.
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