Cidade

Maníaco da seringa: um misto de pânico com lenda urbana maligna, diz Malu Fontes

Como se já não bastasse a sensação de insegurança com a qual todo mundo hoje convive no Brasil, ainda surgem aqui e ali maníacos movidos sabe-se lá por quais desordens psíquicas para apavorar ainda mais a população. Salvador vive há um mês um misto de pânico com lenda urbana maligna. [Leia mais...]

[Imagem not found]
Foto : Divulgação

Por Malu Fontes no dia 21 de Outubro de 2016 ⋅ 20:07

Como se já não bastasse a sensação de insegurança com a qual todo mundo hoje convive no Brasil, ainda surgem aqui e ali maníacos movidos sabe-se lá por quais desordens psíquicas para apavorar ainda mais a população. Salvador vive há um mês um misto de pânico com lenda urbana maligna.

Desde o dia 18 de setembro, quando o motorista de ônibus foi ferido, sem qualquer anúncio de assalto ou situação prévia que explicasse a razão, por um homem com uma a seringa contendo sabe-se Deus o quê, todo mundo, sobretudo a maioria da população que precisa se deslocar de ônibus todos os dias e quem precisa circular a pé pela cidade está literalmente em pânico diante de qualquer aproximação de um desconhecido.

Até agora, segundo a Sesab, a Secretaria de Saúde do Estado da Bahia, já são oito vítimas, embora somente quatro delas tenham registrado queixa na polícia. Todas as oito, no entanto, procuraram serviço de saúde e o estrago para a precaução contra a picada da seringa não é pequeno. Todas as vítimas precisam ser medicadas com doses de remédios contra tétano, hepatite e precisam tomar o coquetel anti-AIDS. O tratamento, segundo depoimento das vítimas, deve ser mantido durante cerca de 28 dias.

Durante esse período incluindo, claro, um forte medo de estar doente, contaminado e de não saber sequer do quê. E ainda inclui fortes efeitos colaterais, principalmente enjoos, dores de cabeça, e forte indisposição física. O que é ainda mais grave é o fato de sequer se ter ideia de quem se trata, afinal cada uma das vítimas ouvidas até agora descreve um homem diferente.

Outros dois aspectos não ajudam muito a construir o perfil do já chamado "maníaco da seringa Salvador". Primeiro, ele não demonstra ter um tipo de vítima específico para atacar. Já espetou um motorista de ônibus, uma mulher de 40 anos, uma menina de 12 e um soldado do exército. O segundo aspecto dificultador é o fato de os ataques se darem em diferentes regiões da cidade, embora na região da Ribeira já terem ocorrido mas casos. Já houve pessoas atingidas pela seringa na Mouraria, na Avenida Joana Angélica e o primeiro suspeito foi preso na estação de transbordo Pirajá.

Ao efetuar os seus ataques, o tal maníaco, ou os tais, se for mais de um homem fazendo a mesma coisa, não diz um "A", sorri e foge. Não ameaça antes, não assalta e não diz o que contém na seringa. Já os atacados sempre deduzem que se trata de uma seringa contendo sangue com HIV, o vírus da AIDS.

Como se já não bastasse os problemas da polícia de Salvador, agora mais este.

Notícias relacionadas