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Salvador tem 22 mil pessoas morando nas ruas

Cerca de 22 mil pessoas vivem em situação de rua em Salvador, segundo dados divulgados pelo 'Projeto Axé'. De acordo com a Prefeitura Municipal de Salvador, conflitos familiares, alcoolismo e drogas são os principais fatores que levam as pessoas a viverem nas ruas da cidade. A maioria é do sexo masculino (cerca de 75%) e mais da metade tem entre 25 e 44 anos de idade.[Leia mais...]

[Salvador tem 22 mil pessoas morando nas ruas]
Foto : André Teixeira/Metropress

Por Matheus Simoni no dia 10 de Março de 2017 ⋅ 14:49

Cerca de 22 mil pessoas vivem em situação de rua em Salvador, segundo dados divulgados pelo 'Projeto Axé'. De acordo com a Prefeitura Municipal de Salvador, conflitos familiares, alcoolismo e drogas são os principais fatores que levam as pessoas a viverem nas ruas da cidade. A maioria é do sexo masculino (cerca de 75%) e mais da metade tem entre 25 e 44 anos de idade.

Para discutir os principais problemas enfrentados por essa parcela da sociedade, suas expectativas e demandas, o Ministério Público estadual instituiu o ‘Grupo de Trabalho Institucional de Atenção e Preservação dos Direitos da População em Situação de Rua’, que conta com a participação de promotores de Justiça que atuam no Centro de Apoio Operação em Defesa dos Direitos Humanos (CAODH), no Centro de Apoio Operacional da Criança e do Adolescente (CAOCA), Centro de Apoio Operacional de Segurança Pública (CEOSP), Centro de Apoio Operacional de Defesa da Saúde Pública (CESAU), Grupo de Atuação Especial de Defesa dos Direitos dos Idosos e das Pessoas com Deficiência (GEIDEF) e Grupo de Atuação Especial em Defesa da Mulher e da População LGBT (GEDEM). 

Na madrugada da última quinta-feira (9), um homem conhecido como Rodrigues foi queimado, por volta das 5h, em frente a uma lanchonete, no bairro de Nazaré, enquanto dormia. Ele se encontra internado no Hospital Geral do Estado (HGE) e o estado de saúde é considerado grave. Segundo a promotora de Justiça Márcia Teixeira, coordenadora do Centro de Apoio Operação em Defesa dos Direitos Humanos (CAODH), o caso está na 1ª Delegacia de Polícia (DP) sob a presidência do delegado Lúcio Ribeiro. A procuradora-geral de Justiça Ediene Lousado afirmou que vai designar um promotor de Justiça para acompanhar diretamente as investigações. A promotora de Justiça Márcia Teixeira­ e uma equipe de assistentes sociais do MP mantiveram contato com o HGE e todos os desdobramentos já estão sendo acompanhados pela Instituição.  

De acordo com a promotora de Justiça Márcia Teixeira, a situação das pessoas vivendo nas ruas é grave. "Se não tivermos políticas públicas de empregabilidade, saúde e educação, as pessoas voltam para as ruas. Precisamos de um olhar sistemático e criterioso para essa população que vive em situação de vulnerabilidade", destacou. Segundo dados do último censo divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), existem cerca de 1,8 milhão de moradores/as de rua no país, o que representa cerca de 0,6% a 1% da população. 

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