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"Identidade da comunidade judaica é paralela a de Salvador", diz Miguel Kertzman

Pela terceira vez na presidência da Sociedade Israelita da Bahia, Miguel Kertzman destacou a importância dos judeus no estado, em entrevista à Rádio Metrópole, na manhã desta quinta-feira (16). [Leia mais...]

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Foto : Tácio Moreira/ Metropress

Por Matheus Morais no dia 16 de Março de 2017 ⋅ 12:46

Pela terceira vez na presidência da Sociedade Israelita da Bahia, Miguel Kertzman destacou a importância dos judeus no estado, em entrevista à Rádio Metrópole, na manhã desta quinta-feira (16). Para ele, a identidade da comunidade judaica da Bahia é paralela à identidade da cidade de Salvador. "Em 2019, quando termina meu mandato, Salvador completará 470 anos, a comunidade também completará 470 anos. Em 1497, o rei Dom Manuel expulsou os judeus de Portugal, eles foram para novos países e vieram para o Brasil", destacou. 

Segundo Kertzman, estudos diziam que já na caravana de Pedro Alvares Cabral existia um tradutor chamado Língua, de origem judaica. "Nas capitanias hereditárias, os judeus formavam de 10 a 20% da população não escrava, dos desgregados e dos colonos. A presença dos judeus já era forte. No século 17, Salvador tinha uma mistura, que passa por Gregório de Mattos, que tinha um humor que não está longe de um humor judaico. Os judeus foram se formando. Antes da independência do Brasil já existiam dois deputados nas Câmaras Portuguesas", explicou. 

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