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Aeroclube daria espaço a novo shopping e parque, mas nada saiu do papel

Nos sonhos dos baianos, a área que abrigou o Aeroclube Plaza Show, fechada em 2014, já foi de shopping de luxo até parque aquático inspirado no Beach Park, de Fortaleza. Excesso de imaginação? Não, as alternativas foram apresentadas pela Prefeitura de Salvador, mas quase quatro anos depois, nada saiu do papel [Leia mais...]

[Aeroclube daria espaço a novo shopping e parque, mas nada saiu do papel]
Foto : Tácio Moreira/Metropress

Por Bárbara Silveira no dia 06 de Abril de 2017 ⋅ 15:19

Nos sonhos dos baianos, a área que abrigou o Aeroclube Plaza Show, fechada em 2014, já foi de shopping de luxo até parque aquático inspirado no Beach Park, de Fortaleza. Excesso de imaginação? Não, as alternativas foram apresentadas pela Prefeitura de Salvador, mas quase quatro anos depois, nada saiu do papel.

O projeto do Shopping Bosque previa, como contrapartida ao município, a construção do Parque dos Ventos, espaço de lazer gratuito com pista de cooper, anfiteatro e outros equipamentos. Mesmo com a desistência do Consórcio Parques Urbanos em erguer o shopping, o parque foi assegurado ao Município, mas nem este se tornou realidade. Em agosto do ano passado, questionada pela Metrópole, o consórcio garantiu sua construção e entrega para novembro. Só papo.

MP pede cancelamento de contrato
Diante da demora, o Ministério Público da Bahia, por meio da promotora Rita Tourinho, recomendou à administração municipal que rescinda o contrato com o Consórcio Parques Urbanos.
“Aquele equipamento não pode estar mais vinculado como estava. O que nos interessa é que havia um compromisso firmado e a empresa não cumpriu um aditivo contratual. Se porventura houver um percalço nessa rescisão [por parte da Prefeitura], tomaremos uma atitude. Já foram feitos diversos aditivos nesse contrato e nenhum foi cumprido pelo Município”, disse.

“Mudanças no projeto”
Chefe da Casa Civil de Salvador, Luiz Carreira alegou que houve “mudanças no projeto”, sem esclarecer quais. “Já respondi a Rita Tourinho. Ela [empresa] fez algumas coisas, a parte do Parque dos Ventos está feita”, alegou, embora esteja claro, pelas fotos desta matéria, que “pronto” não é o adjetivo indicado para classificar o Parque.
“Isso [projeto] foi modificado ao longo do tempo, tem lá a parte dos morros, enfim. Tem uma parte que não foi conclusiva. É uma das razões pela qual a gente notificou o consórcio”, disse, sem qualquer clareza.

 

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