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Sumiço de jovem no quintal do restaurante Paraíso Tropical causa revolta

O sumiço do garoto Guilherme Santos, de 17 anos, movimentou o bairro do Resgate na tarde desta terça-feira (18). De acordo com testemunhas, o menino estava apanhando frutas com outros três colegas nos fundos do restaurante Paraíso Tropical quando teria sido atacado por um segurança. [Leia mais...]

[Sumiço de jovem no quintal do restaurante Paraíso Tropical causa revolta]
Foto : Luiza Leão/ Metropress

Por Luiza Leão e Matheus Simoni no dia 18 de Abril de 2017 ⋅ 17:29

O sumiço do garoto Guilherme Santos, de 17 anos, movimentou o bairro do Resgate na tarde desta terça-feira (18). De acordo com testemunhas, o menino estava apanhando frutas com outros três colegas nos fundos do restaurante Paraíso Tropical quando teria sido atacado por um segurança.

Apesar das testemunhas contarem que o jovem foi baleado, o proprietário do estabelecimento, Beto Pimentel, negou a versão. Segundo ele, não havia ninguém trabalhando durante a tarde em que o episódio ocorreu. \'Eu estava aqui sozinho, eram umas 16h30 ou 17h, já escurecendo, tomando banho, e ouvi um estouro. De dentro do banheiro, não deu pra saber de onde veio e de qual direção. Como tiro tem todo dia aqui, já que nesse pomar grande aqui, há uma facção daqui brigada com outra da Saramandaia e outra de Pernambués e Baixinha de Santo Antônio, sempre tem tiro\', afirmou ele ao Metro1. Esse barulho também foi escutado por um homem que mora em uma casa vizinha ao restaurante. Ele preferiu não se identificar.

Ainda segundo Pimentel, a presença dos familiares e vizinhos do jovem no estabelecimento o surpreendeu. \'Eu nem liguei para o barulho, saí, tomei um caldo de aipim na padaria e quando eu voltei, bateram no portão. Tinham quatro ou cinco pessoas dizendo que o segurança colocou uma mina. Eu não tenho segurança lá no pomar, que é muito grande. Eu tinha colocado um senhor para trabalhar, roubaram o celular dele, coitado\', explicou o representante do restaurante.

Os três garotos envolvidos na situação foram encaminhados à delegacia. Por volta das 16h a 23 Companhia Independente da Polícia Militar estava na porta do estabelecimento para manter a ordem e evitar uma rebelião em frente ao restaurante.

A equipe do Serviço de Investigação do Local de Crime (SILC) do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) esteve no local na tarde desta terça, mas ainda não falou sobre o assunto.

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Irmão diz que menino foi baleado antes de sumir

Em entrevista ao Metro1, a camareira Ana Rita, de 32 anos, vizinha do adolescente desaparecido, disse que é comum que o terreno seja utilizado por jovens que pegam frutas pra vender, mas que eles \'não são metidos com tráfico\'. Questionada se o rapaz teria sido alvo de alguma das brigas entre facções, a mulher garantiu que Guilherme não tinha envolvimento com nenhuma organização criminosa. \'Não foi briga nenhuma. Ele não pode ver ninguém entrando na roça que faz isso. O certo era ele pegar e prender, procurar os familiares e mandar na delegacia, e não dar fim no corpo de um ser humano\', disse indignada.

O irmão do garoto desaparecido, Rafael Silva, 23 anos confirmou que o adolescente e outros rapazes haviam visitado o quintal do restaurante e que ele foi atingido pelos disparos. \'O tiro pegou no meu irmão, ele caiu, os meninos que estavam com ele correram. Quando voltaram não acharam mais o corpo, só acharam o local melado de sangue, as sandálias e o chapéu dele lá\', relatou.

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