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Tragédia na Soledade expõe rusgas entre Prefeitura, Iphan e Ipac

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Tragédia na Soledade expõe rusgas entre Prefeitura, Iphan e Ipac

Os escombros do casarão que desabou na Ladeira da Soledade, em Salvador, matando três pessoas, foram retirados na última quarta (10) e a rua foi liberada. O que boa parte da população ainda não conseguiu entender é o motivo de desabamentos como esse ainda acontecerem na cidade. [Leia mais...]

Tragédia na Soledade expõe rusgas entre Prefeitura, Iphan e Ipac

Foto: Tácio Moreira/Metropress

Por: Bárbara Silveira no dia 12 de maio de 2017 às 10:15

Os escombros do casarão que desabou na Ladeira da Soledade, em Salvador, matando três pessoas, foram retirados na última quarta (10) e a rua foi liberada. O que boa parte da população ainda não conseguiu entender é o motivo de desabamentos como esse ainda acontecerem na cidade.

No caso da Soledade, o dono do imóvel, o artista plástico José Ivo da Costa Santos, 63 anos, foi indiciado por homicídio culposo. No inquérito, o Ministério Público afirma que o artista negligenciou os riscos de desabamento e que o imóvel estava sem manutenção. Mas qual a responsabilidade do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, da Defesa Civil de Salvador e do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac)?

“Notificando a prefeitura”
Diretor geral do Ipac, João Carlos Oliveira disse que o órgão tem pressionado o município. “Estamos notificando a Prefeitura. Queremos saber quais os 250 imóveis que estão prestes a desmoronar. Onde estão esses imóveis?”.

 

Já Gustavo Ferraz, diretor da Defesa Civil de Salvador (Codesal), atribui ao Iphan e ao Ipac o que chama de “cortina de fumaça” na hora de resolver tais questões. “Existe uma lei estadual que estabelece que cabe ao Ipac vistoriar e preservar esses casarões. Essas 250 vistorias são de uma série de casarões em estado de vulnerabilidade. Não só do Ipac, mas do Iphan também. Então, o problema é se o Ipac está cumprindo a sua missão”, disse. A Metrópole questionou o Iphan se há um diálogo com os demais órgãos envolvidos para pôr fim ao problema que parece crônico, mas não tivemos resposta até a publicação dessa matéria.