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Promotora diz que consórcio não tem "fôlego financeiro" para administrar Aeroclube: "Contrato nasceu errado"

A promotora de Justiça do Ministério Público da Bahia Rita Tourinho comentou na manhã desta terça-feira (26) sobre a situação do Aeroclube. [Leia mais...]

[Promotora diz que consórcio não tem
Foto : Agecom/ Prefeitura de Salvador

Por Matheus Morais no dia 26 de Setembro de 2017 ⋅ 09:43

A promotora de Justiça do Ministério Público da Bahia Rita Tourinho comentou na manhã desta terça-feira (26) sobre a situação do Aeroclube. O juiz Mário Soares Caymmi Gomes, da 8ª Vara da Fazenda Pública de Salvador, suspendeu, em caráter liminar, o ato administrativo da prefeitura de Salvador com o Consórcio Parques Urbanos, grupo que detém a posse da área onde ficava o antigo shopping center Aeroclube Plaza Show até o ano de 2052. Para Tourinho, o consórcio não tem condições de administrar a área.

"O município fez um rescisão unilateral e o consórcio alega que não foram feitos os trâmites legais. O consórcio também diz que o município tem que ressarci-lo. A obra não foi entregue para a coletividade e agora o judiciário está com essa liminar", disse.

Na oportunidade, Tourinho também elogiou o desempenho do juiz Mário Soares Caymmi Gomes e pediu que a questão do Aeroclube seja resolvida de forma rápida. "Esse contrato nunca foi vantajoso para a Prefeitura de Salvador. A concepção original do contrato era uma grande promessa que haveria um grande parque e ele nunca existiu. O consórcio não tem fôlego financeiro para empreender naquele local. É importante que aquela área volte par ao município e a destinação atenda às expectativas da população, enquanto isso o local fica exposto à violência. O que tinha no contrato é que o consórcio tinha que construir o parque e gerir. Nada pode ser utilizado ali pelo município. É possível que até o final do ano a área esteja liberada. Tem que ser dada uma solução rápida para aquilo ali. A situação não é recente. Nós do Ministério Público sempre tivemos contrários a esse contrato. Ele já nasceu errado", ressaltou.

Questionada sobre quem eram os donos do consórcio, a promotora não soube responder. "Os donos eram da Nacional Iguatemi, mesmos donos do Shopping Iguatemi aqui de Salvador. Só que houve uma cadeia sucessória dos contratos e que não podemos nem citar os sócios. Não sei se essas pessoas aparecem como sócios. Há uma obscuridade de quem são os sócios desse empreendimento", disse.

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