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Após aprovação no Senado, Transalvador analisa porte de armas para agentes

Após a aprovação da Câmara dos Deputados, o Senado também aprovou, na última quarta-feira (27), o projeto que libera o porte de arma de fogo para agentes de trânsito da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios quando eles estiverem em serviço. Procurada pelo Metro1 nesta quinta-feira (28), Transalvador afirmou que o setor jurídico analisa a proposta, que ainda depende da sanção do presidente Michel Temer (PMDB) [Leia mais...]

[Após aprovação no Senado, Transalvador analisa porte de armas para agentes]
Foto : Tácio Moreira/Metropress

Por Bárbara Silveira no dia 28 de Setembro de 2017 ⋅ 12:39

Após a aprovação da Câmara dos Deputados, o Senado também aprovou, na última quarta-feira (27), o projeto que libera o porte de arma de fogo para agentes de trânsito da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios quando eles estiverem em serviço. Procurada pelo Metro1 nesta quinta-feira (28), Transalvador afirmou que o setor jurídico analisa a proposta, que ainda depende da sanção do presidente Michel Temer (PMDB). "Tão logo o jurídico da autarquia emitir o parecer, a Superintendência irá se pronunciar", afirmou através de nota.

De acordo com o projeto de autoria do ex-deputado Tadeu Filippelli (PMDB-DF), para ter direito ao benefício, o agente precisa comprovar capacidade técnica e de aptidão psicológica. “Existe uma premente necessidade de os agentes de trânsito serem autorizados a portar arma de fogo, quando em serviço. É inegável que a fiscalização do trânsito envolve riscos consideráveis, pois os agentes são encarregados de fiscalizar vias públicas e não raro se deparam com condutores embriagados, exaltados e violentos. Além disso, ao realizar abordagens regulares, os agentes podem ser surpreendidos pelo cometimento de crimes em flagrante delito, como o porte de entorpecentes e de armas de fogo”, justificou o relator José Medeiros (Pode-MT).

Guarda Municipal não é bom exemplo
A possibilidade dos agentes da Transalvador, assim como os Guarda Municipal, andarem armados tem dividido opiniões. Apesar da prefeitura ter publicado as normas para porte de arma para agentes da Guarda em outubro de 2016, desde 2015 os servidores já fazem uso do armamento pessoal e andam armados pela cidade. Em abril de 2016, um homem foi morto a tiros por um guarda municipal no bairro do Comércio. Anderson Santos de Araújo, conhecido como "Demônio", foi baleado nas costas após luta corporal com agentes, que acumulam denúncias sobre "truculência" e despreparo.

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