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"Vaquinha online" arrecada recursos para tratamento de criança baiana com doença de pele grave

Letícia, de apenas 10 anos, foi diagnosticada com Dermatite Atópica Crônica Grave, uma doença inflamatória não contagiosa e que não tem cura, que causa lesões avermelhadas que coçam e descamam a pele.[Leia mais...]

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Foto : Reprodução/ Facebook

Por Paloma Morais no dia 28 de Setembro de 2017 ⋅ 14:50

Letícia, de apenas 10 anos, foi diagnosticada com Dermatite Atópica Crônica Grave, uma doença inflamatória não contagiosa e que não tem cura, que causa lesões avermelhadas que coçam e descamam a pele. Desde o diagnóstico, a garota foi internada por diversas vezes e tem buscado tratamento dos sintomas que, com o passar do tempo, se tornaram cada vez mais fortes. Com os custos cada vez mais altos para o tratamento e com a constante tristeza da menina, sua mãe, Janete do Vale, 33 anos, moradora do bairro da Boca do Rio, em Salvador, resolveu fazer uma “vaquinha” em uma plataforma online para custear um tratamento que pode amenizar as lesões no corpo da filha. Intitulada “Faça a Lety voltar a sorrir”, a campanha foi iniciada por meio de uma página criada no Facebook.

“Depois de incontáveis idas a hospitais e sempre ouvir as mesmas coisas: Tem controle, mas não tem cura. Ao ouvir de minha filha de apenas 10 anos, que se odeia e que não quer mais viver, tomei uma atitude desesperada de gritar socorro!”, diz a página da campanha no Facebook.Em entrevista ao Metro1, Janete contou que a família gasta mais de mil reais só com medicamentos. “Ela fez uso de vários antibióticos, o último com custo de aproximadamente R$ 400.00 (Zinnat). Além deste ela tem uso contínuo de: fisiogel, tarfic pomada, lipikar Jaime AP+, Singulair, Zinna dentre outros de uso tópico. Porém nenhum antibiótico fez o efeito”, contou.

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Os médicos, então, receitaram a fototerapia, que consiste no uso de um tipo de luz especial, a Luz Emitida por Diodo (LED). Letícia precisa fazer cerca de 30 sessões, e cada uma custa em torno de R$ 200,00, um valor que a família, que sobrevive com apenas um salário mínimo, provindo do pai das crianças, não tem condições de arcar.  Ainda segundo Janete, a menina tem sofrido bastante com a doença, não somente pelas dores causadas pelos ferimentos, mas pelo preconceito por parte de colegas de escola e dos olhares de discriminação na rua.  “Ela se sente abatida, isolada, rejeitada”, lamentou a mãe. De acordo com Janete, ela e o marido não conseguem dormir há 4 meses, por que precisam ficar acordados segurando as mãos da filha para quem ela não coce as feridas e irrite mais a pele. “Pois a dor e a coceira incontrolável não a deixa dormir, mesmo sob efeitos de anti-histamínico”, relata. Para quem quiser contribuir com a campanha é só acessar o link da “vaquinha online” e ajudar com qualquer quantia.

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