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Cardiologista relembra amizade com Jorge Amado em livro: “Ele tinha horror a médico”

Médico e amigo do escritor Jorge Amado, o cardiologista Jadelson Andrade registrou os mais de dez anos de amizade com o “imortal” da Academia Brasileira de Letras no livro “Crônicas do Coração”, que será lançado na próxima quarta-feira (25), no restaurante Amado, em Salvador. [Leia mais...]

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Foto : Tácio Moreira/ Metropress

Por Matheus Morais no dia 20 de Outubro de 2017 ⋅ 13:00

Médico e amigo do escritor Jorge Amado, o cardiologista JadeLeon Andrade registrou os mais de dez anos de amizade com o "imortal" da Academia de Letras no livro "Crônicas do Coração", que será lançado na próxima quarta-feira (25), no restaurante Amado, a partir das 18h.

Em entrevista à Rádio Metrópole, na tarde desta sexta-feira (20), Jadelson contou como conheceu e ficou amigo de Jorge Amado e Zélia Gattai. Segundo o cardiologista, o autor de “Gabriela Cravo e Canela”, “Tieta”, entre outros, tinha “horror a  médico".


“Tive o privilégio de ser médico de Jorge Amado e Zélia Gattai, e como médico fui amigo deles. Viajei muito com eles, por mar, por ar, por terra. Jorge tinha pânico de avião e, a maioria das viagens, ele fazia de navio. No final, já com a necessidade das viagens, ele se acostumou com as viagens de avião”, disse.

Jadelson contou que foi médico de Zélia Gattai e Jorge não aceitava que ele fosse seu médico de forma alguma. “Chegando do Rio de Janeiro, ele teve um infarto e eu passei a cuidar dele. Ele ficou internado no Hospital Aliança. A partir disso, eu passei a fazer parte da trupe dele. Uma vez, saimos daqui para para Cachoeira, de barco. De lá fomos para Santo Amaro, de carro, para o aniversário de Dona Canô. Quando voltamos, passamos por uma aventura danada, chovia muito, o rio estava brabo”, relatou.


“Outra vez, Jorge estava em Paris, Zelia me ligou, ele teve um problema no coração. De imediato, eu peguei uma avião e fui para lá cuidar dele. Eu indiquei um cateterismo para Jorge fazer, só que o hospital não quis fazer, eles eram muito conservadores. Passado algum tempo, Jorge melhorou, trouxemos ele para a Bahia e fizemos aqui o cateterismo. Ele fez uma angioplastia, depois superou o quadro e ficou bem. Só que os jornais estranharam ele fazer o procedimento aqui na Bahia, não em São Paulo, por exemplo. Chegaram até a dizer que ele ia para El Salvador”, lembrou.

Jadelson afirmou ainda que Jorge Amado tinha “uma paixão imensa por Zélia”. “Eu digo no livro que não sei se o que melhorava ele eram os remédios que eu dava ou os afagos que Zélia dava nele”, brincou.

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