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Reunião entre lojistas da Baixa dos Sapateiros e Prefeitura termina em impasse

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Reunião entre lojistas da Baixa dos Sapateiros e Prefeitura termina em impasse

Os comerciantes da Avenida J.J Seabra, conhecida pela Bahia inteira como Baixa dos Sapateiros, enfim se reuniram com a Prefeitura de Salvador para discutir a degradação dos terminais do Aquidabã e da Barroquinha e a diminuição de ônibus que circulam pela região — tida como o maior comércio popular de Salvador. Contudo, as notícias não boas [Leia mais...]

Reunião entre lojistas da Baixa dos Sapateiros e Prefeitura termina em impasse

Foto: Tácio Moreira/Metropress

Por: Matheus Morais no dia 08 de março de 2018 às 12:07

Atualizado: no dia 08 de março de 2018 às 12:17

Após a série de reportagens do Jornal da Metrópole, os comerciantes da Avenida J.J Seabra, conhecida pela Bahia inteira como Baixa dos Sapateiros, enfim se reuniram com a Prefeitura de Salvador para discutir a degradação dos terminais do Aquidabã e da Barroquinha e a diminuição de ônibus que circulam pela região.

Recebidos pelo chefe de gabinete, João Roma — sem a presença do secretário de Mobilidade, Fábio Mota — os dirigentes da Associação dos Lojistas da Baixa dos Sapateiros e Barroquinha (Albasa), não chegaram a um acordo com o Executivo Municipal. De concreto, só uma reunião marcada para o dia 13 de março. “Falamos com ele da necessidade de alimentar os dois terminais: Aquidabã e Barroquinha. Parece que eles querem tirar [os ônibus] para beneficiar o shopping. Quando ele [Fábio Mota] diz que a Baixa dos Sapateiros não tem mais atividade, ele está provocando a morte da gente. Se eu tiro o sangue, vou acabar de matar o defunto”, criticou o presidente da Albasa, Ruy Barbosa.

Para piorar, a crise no comércio também atingiu de vez os lojistas da Rua do Paraíso, em Nazaré, que se uniram aos colegas da Baixa dos Sapateiros para reivindicar soluções do poder público.

Prefeitura sugere escada rolante e lojistas pedem urgência
Segundo o vice-presidente da Albasa, Elson Pastori, na reunião, a Prefeitura apresentou como alternativa a construção de uma espécie de escada rolante que ligue a Lapa à Barroquinha, o que não foi aceito pelos lojistas. “É interessante, mas [a obra] vai durar uns quatro anos. Nós pedimos urgência. Quem vai jogar a última pá de cal na Baixa dos Sapateiros?”, disse.

Rua do paraíso abandonada
Já na Rua do Paraíso, Roberval Figueiredo, síndico do Residencial São Bento, condomínio com 40 pontos comerciais, também alega que a diminuição dos ônibus na região da Barroquinha levou o comércio local à derrocada. “Aqui o movimento sem ônibus caiu demais. Estou aqui há 40 anos e nunca imaginei que a situação chegasse a isso. Eles tiraram os ônibus e aqui acabou, 19h não passa ninguém. Se a Barroquinha vai morrer, a gente quer saber logo”, se queixou.

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