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Crise na Baixa dos Sapateiros prejudica até comerciantes informais

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[Crise na Baixa dos Sapateiros prejudica até comerciantes informais]
Foto : Tácio Moreira/Metropress

Por Matheus Morais no dia 29 de Março de 2018 ⋅ 10:05

Depois dos lojistas reclamarem da diminuição dos números de ônibus e da degradação dos terminais da Barroquinha e do Aquidabã, que dão acesso à Avenida J.J Seabra, a Baixa dos Sapateiros, os vendedores ambulantes que trabalham no local também estão indignados com a queda abrupta no número de vendas no maior comércio popular da cidade.

A reportagem do Jornal da Metrópole esteve novamente, esta semana, na Baixa dos Sapateiros, e encontrou o chamado camelódromo – local construído pela prefeitura para abrigar os ambulantes – totalmente às moscas.

Trabalhando há 40 anos como ambulante na Baixa dos Sapateiros, Antônio Djalma aponta a desativação das linhas de ônibus como principal culpada pela crise no comércio. “Passo uma semana para vender R$ 30, R$ 40. Hoje a Baixa dos Sapateiros está mais para falir do que para melhorar. Nós já falamos, manifestamos e nada acontece, tiraram os ônibus e acabaram com tudo”, desabafou. Segundo Djalma, 60% dos ambulantes que atuavam no local deixaram a Baixa dos Sapateiros.

“Se depender da Baixa dos Sapateiros passo fome”
Há 19 anos comercializando roupas na Baixa dos Sapateiros, a vendedora ambulante Maria José Lima, até terça-feira (27), quando a equipe da Metrópole esteve no local, ainda não havia vendido nenhuma peça. “Se depender daqui para tirar dinheiro, eu passo fome. Vivo de uma pensão que recebo e paga minhas contas. Venho aqui para distrair a cabeça, porque ficar em casa é ruim, mas aqui está acabando. Depois que tiraram os ônibus daqui ficou bem pior“, lamentou. “Tiraram a gente do passeio e colocou aqui em um calor absurdo. Essa mudança para cá piorou demais”, completou Djalma.

Tudo como antes
Enfim, a Associação de Lojistas da Baixa dos Sapateiros e Barroquinha (Albasa) conseguiu sair da estaca zero e se reuniu com o secretário de Mobilidade de Salvador, Fábio Mota, e o chefe de gabinete da Prefeitura João Roma para discutir a diminuição de linhas. Segundo o presidente da Albasa, Ruy Barbosa, a Prefeitura prometeu reestruturar os dois terminais, sendo que já existe um projeto para melhorias no terminal da Barroquinha. “Pedimos que eles olhassem pelos ônibus. Não adianta só arrumar a casa e não dá condições para que os convidados”, analisou.

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