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Cilada express: voar pela Avianca pode ser um inferno

Foi-se o tempo em que viagem de avião era sinônimo de ar-condicionado gelado. [Leia mais...]

[Cilada express: voar pela Avianca pode ser um inferno]
Foto : Pedro Moraes/GOVBA

Por Luiza Leão no dia 25 de Abril de 2018 ⋅ 06:00

Foi-se o tempo em que viagem de avião era sinônimo de ar-condicionado gelado. A mudança foi comprovada, na pele, por passageiros que voaram de Salvador para Guarulhos e escolheram a Avianca como companhia aérea na última segunda-feira (23), durante o procedimento de decolagem. Com o calor, houve cliente que desmaiou, outros que tiraram a roupa, confusão reportada em vídeo.

Mas a má-fama da companhia colombiana não é de hoje. “O preço da passagem pode estar R$ 50 e eu não vou”, garante o ex-cliente Caio Ribeiro, que após uma experiência desagradável riscou-a da lista de opções quando vai viajar.

Em entrevista ao Metro1, o estudante contou ter ficado “preso” na aeronave por mais de uma hora por falta de autorização para a decolagem. O caso ocorreu no fim de 2016, do Rio de Janeiro para Salvador. “Foi tão bizarro que nunca mais fui de novo. E eu ainda estava com a minha avó idosa”, acrescentou. No caso de Caio, felizmente, o condicionador estava em pleno funcionamento.

A farmacêutica Alana Sicoli é outra cliente insatisfeita com o serviço prestado pela Avianca. A brasileira contou, no perfil que acumula quase 98 mil seguidores no Instagram, o pesadelo que enfrentou na última semana quando a mãe, a irmã e a sobrinha, ainda bebê, foram visitá-la em Nova York, onde mora há três anos.

A família da corredora passou 11h em um voo para os Estados Unidos e, quando chegou lá, precisou ficar outras 7h em um ônibus. A crítica da atleta para a empresa é não só pelo mau serviço prestado, como considera, mas pela falta de comunicação com os clientes.


E as queixas contra a empresa aérea não cessam por aí. No Reclame Aqui, a empresa conta com mais de cinco mil críticas, sendo 718 pela má qualidade do serviço prestado e mau atendimento.

Uma delas traz um relato inusitado. Na Páscoa de 2017, uma cliente foi impedida de voar da capital baiana para Maceió porque fez uma cirurgia simples, a laser e por vídeo, embora tenha apresentado atestado médico com a permissão de fazer a viagem.

Barrada no check-in, a família teve que desembolsar R$ 2,5 mil no guichê da Azul para decolar com mais de 8h de atraso, ainda com escala em Recife. Ou seja, a Sexta-Feira Santa foi uma verdadeira Via Crucis e, com um dia a menos, o feriado frustrante.

O que diz a companhia – Em nota, a Avianca disse que o voo 6055 (Salvador/Guarulhos) "teve um problema técnico de refrigeração no momento do embarque, solucionado minutos depois".

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