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“Fico muito feliz por participar”, diz MK sobre Entre Páginas com escritora
Mário Kertész elogiou na manhã desta quarta-feira (7) o programa Entre Páginas, que teve como entrevistada a escritora Regina Navarro Lins, e contou também com a participação da jornalista Malu Fontes. [Leia mais...]

Foto: Tácio Moreira/ Metropress
Mário Kertész elogiou na manhã desta quarta-feira (7) o programa Entre Páginas, que teve como entrevistada a escritora Regina Navarro Lins, e contou também com a participação da jornalista Malu Fontes. O evento aconteceu no Teatro Eva Herz, na Livraria Cultura, na tarde de terça-feira (6). “Ontem foi um dia muito especial com Dra. Regina Navarro Lins e Malu Fontes. Um público espetacular, mais uma vez a marca da qualidade da equipe da Rádio Metrópole. Quero agradecer em primeiro lugar à nossa chefe de produção, Luana Montargil, tudo funcionou perfeitamente, desde a divulgação, recepção aos convidados. Luana, parabéns, obrigado por todo o trabalho, em nome dos nossos ouvintes. Ao pessoal da nossa informática, nosso Marcos Meira, que providencia para que tudo saia com a melhor qualidade. Fico muito feliz por participar, é um momento muito alegre”, disse.
“Fico muito feliz por participar disso, quero agradecer a Malu Fontes e Dra. Regina Navarro Lins, que é ótima. Que tudo que ela falou possa entrar na cabeça das pessoas, tirar dos ombros essa carga de culpa. Culpa pela pessoa ter o direito de ser quem ela é, claro, dentro do limite e respeito. A maioria das pessoas se prendem, e acabam sendo sufocadas por uma vida que é metade do que poderia ser. Em outros casos, é até bom, na existência na terra, poderia ter, viver e se dar ao encanto. Eu espero que sirva, que não seja só um momento de ouvir coisas interessantes”, completou MK.
MK comentou ainda a atuação de Regina Navarro Lins durante a entrevista. “Ela disse uma coisa interessante: se nos anos 50 uma pessoa dissesse que a virgindade não vai ser mais importante, as pessoas iam dizer que era uma loucura, mas mudou, e a mudança só serviu para libertar as pessoas, a vida é assim mesmo. Isso deve servir para as pessoas estarem de mentes abertas, todos nós somos carregados de medos. O medo da morte, com a morte a gente supõe que vai ficar sozinho num fogo crematório. Então, o medo e o preconceito estão presos em nossas mentes e nossos corações, mas a gente tem a esperança de ir em frente, esperança no sentido de agir”, analisou.
“Então, não foi mais uma tarde divertida, alegre, solidária, tudo que a gente ouviu, deve ficar como algo que a gente tem que lutar, não fique parado esperando que nada vai cair no seu colinho, e se dar ao direito, muitas coisas afastam a gente de coisas melhores, o que não quer dizer que a gente não queira buscar uma qualidade de vida melhor, se dar ao direito de existir na única vida que você tem”, ressaltou.
Confira o comentário na íntegra:
"Alô pessoal, bom dia, um abraço pra vocês, que bom que estamos juntos. Ontem foi um dia muito especial. Fantástico o Entre Páginas com Dra. Regina Navarro Lins e Malu Fontes. Muito, muito bom, um público espetacular, enfim, muitas alegrias pra todos, aprendizado e mais uma vez a marca de qualidade da equipe da Rádio Metrópole, que trabalhou nos mínimos detalhes para que tudo funcionasse muitíssimo bem. Em primeiro lugar, a nossa querida chefe da produção, Luana Montargil, que com grande dedicação e competência tem armado todos esses Entre Páginas, inclusive o de ontem. Tudo funcionou perfeitamente, graças à atenção e ao cuidado, desde a formulação de tudo, divulgação, enfim. Recepção aos nossos convidados, providências que tem que ser tomadas de toda natureza. Luana, parabéns mais uma vez, obrigado por esse trabalho, não somente em meu nome pessoal, em nome de toda a Rádio, o Grupo Metrópole e em nome de todos os nossos ouvintes que ficam felizes com o seu trabalho. E ao pessoal da informática, o nosso querido Popotão, Marcos Meira, que providencia uma qualidade extraordinária para o funcionamento de tudo, e todas as pessoas aqui da Rádio que se envolvem de uma maneira ou de outra nesses espetáculos que são cada vez melhores.
Sabe, eu me sinto muito orgulhoso, feliz de participar. É um momento alegre, parece que nós somos grandes amigos, e somos, até às vezes sem nos conhecer pessoalmente. Mas somos grandes amigos e estamos juntos. E rimos, choramos, nos emocionamos, é um momento extraordinário. Realmente extraordinário. Eu fico muito feliz de poder participar disso. Quero agradecer a Malu Fontes, que teve uma participação muito importante, à Dra. Regina Navarro Lins, que é ótima. Mas sobretudo o meu desejo de que tudo aquilo que ela falou possa ter, de alguma forma, influenciado a cabeça das pessoas no sentido de dar a elas a liberdade que é necessária. Tirar de cima – e eu falei isso ontem – tirar de cima dos seus ombros esta carga terrível de culpa. De culpa por quê? Culpa pela pessoa ter o direito de ser o que ela é, atender os seus desejos. É claro que dentro de limites, dentro de respeitos, que devem existir em todo relacionamento. Mas infelizmente a maioria das pessoas se prende, nega seus desejos, nega suas vontades, e acaba sendo sufocada por uma vida que acaba sendo metade do que poderia ser. Não quer dizer que não seja boa, é boa. Em muitos casos é boa e em outros casos é terrível. É terrível. Tem gente que carrega anos e anos um relacionamento sofrendo horrores. Mas vai. “Fazer o que não é? Não quero ficar só, já me casei, já me juntei, já namorei”, seja o que diabo for. Em outros casos é até bom, mas não é tudo que a pessoa, nesta existência aqui na Terra – porque outra a gente não conhece – nesta existência aqui na Terra poderia ter, poderia viver. Poderia se dar a um encanto de enriquecer mais a sua vida emocionalmente, não é? Pois é. Eu espero que sirva. Que não seja somente um momento da gente ouvir coisas interessantes, mas inalcançáveis.
Dra. Regina ontem deu um exemplo. Se nos anos 50 uma pessoa chegasse e dissesse assim: “dentro de pouco tempo a virgindade não vai ser nada importante, como é hoje”. Isso, lá nos anos 50, diriam a ela: “é maluca, como é que pode, isso não vai mudar, sempre foi assim”. E no entanto mudou. E quando mudou só serviu pra uma coisa: pra libertar as pessoas. É claro que nem todo mundo soube aproveitar, nem todo mundo se deu bem, mas a vida é assim mesmo. Mas serviu pra libertar as pessoas. Como deve servir pra libertar as pessoas a gente estar sempre com a mente aberta, para tentar – eu sei que não é fácil, nós somos todos carregados de preconceitos e de medos. Medos ancestrais, do abandono. Esse é o grande medo, que corresponde ao medo da morte também. Porque a morte, a gente supõe que a gente vai ficar sozinho, na noite escura, dentro de um caixão, ou um forno crematório. Quando na realidade a gente não sabe o que é que acontece, o que vai acontecer.
Então o medo e o preconceito que foram impressos em nossas mentes, em nossas almas, em nossos corações, impedem que a gente avance. Mas a gente tem que ter sempre a esperança de ir pra frente. E lutar. Também não basta ter a esperança. Outro dia alguém aqui, não me lembro quem, discutiu: “esperança não é do verbo esperar”. Não é. Esperança é no sentido de agir pra chegar onde se quer chegar. Porque tem gente que pensa que esperança é você sentar e esperar por aquilo que, supostamente sua mente diz “eu gostaria”. “Eu gostaria de ganhar na loto”. Você joga? “Não, mas eu espero, eu tenho esperança”. Esperança como? Se você não faz nada pra conseguir o que você quer?
Então pra mim não foi somente mais uma tarde divertida, alegre, amiga, solidária. Não. Eu acho que tudo aquilo que a gente ouviu, por mais estranho que possa parecer, por mais dificil que possa parecer pra cada um de nós, individualmente, avançar, deve ficar como algo pelo que a gente tem que lutar. Não fique parado esperando, porque nada vai cair no seu colinho. A gente tem que lutar pra vencer as coisas. E se dar ao direito nesta única vida que a gente tem, que é o único bem real que nós temos, é nossa vida. Não adianta a gente se encher de dinheiro, se encher de coisas, disso e daquilo, que muitas vezes afastam a gente de coisas melhores. O que não quer dizer que não seja bom, que a gente não deva buscar uma qualidade melhor pra nossos filhos, nossos netos. Não, tudo é possível você fazer junto. Agora, buscando, rapaz. Sabe, se dar ao direito de existir como um indivíduo na única vida que você tem."
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