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'Precisamos evoluir para tratar o nosso igual de forma igual', diz procuradora-geral do MP-BA

Em entrevista à Rádio Metrópole, Ediene Lousado falou sobre o lançamento do aplicativo "Mapa do Racismo"

['Precisamos evoluir para tratar o nosso igual de forma igual', diz procuradora-geral do MP-BA]
Foto : Matheus Simoni/Metropress

Por Juliana Rodrigues no dia 19 de Novembro de 2018 ⋅ 10:00

A procuradora-geral do Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA), Ediene Lousado, falou, hoje (19), em entrevista à Rádio Metrópole, sobre as iniciativas do órgão para monitorar os casos de racismo e intolerância religiosa no estado.

Hoje, o MP-BA lança o aplicativo "Mapa do Racismo", que vai permitir ao usuário o registro de denúncias anônimas de casos de discriminação. A ferramenta possibilita o envio de fotos, vídeos, áudios e documentos digitalizados para integrar as denúncias.

"É muito importante para a gente, porque através desse aplicativo vamos também monitorar, fazer uma espécie de mapeamento dos casos que nós temos na Bahia, que infelizmente ainda são elevados. Nós precisamos evoluir mais para tratar o nosso igual de forma igual. A nossa sociedade não tem mais espaço para esse tipo de tratamento aos nossos semelhantes", disse Ediene, acrescentando que racismo é crime, com pena de 1 a 3 anos de detenção, além da aplicação de multa.

A procuradora-geral também falou sobre as dificuldades enfrentadas pelo MP-BA para a realização do trabalho de defesa dos direitos da população. "O MP é muito demandado, mas em termos de estrutura nós não crescemos tanto. Precisamos aumentar o nosso quadro de promotores e promotoras, mas não temos como, porque nosso orçamento é realmente apertado. Nosso estado é pobre, nossa arrecadação é pequena, e isso tudo dificulta o crescimento da infraestrutura do MP", analisou.

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