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"Não vai atrapalhar trânsito", diz idealizadora sobre polêmica de faixa colorida

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"Não vai atrapalhar trânsito", diz idealizadora sobre polêmica de faixa colorida

Faixas de pedestres vão ganhar uma pintura diferente em homenagem ao movimento LGBT, com o objetivo de conscientizar a população sobre a causa, a partir do dia 22 de outubro, em Salvador. De acordo com Larissa Moraes, jornalista e idealizadora do projeto, o movimento não vai atrapalhar o trânsito da cidade. [Leia mais...]

"Não vai atrapalhar trânsito", diz idealizadora sobre polêmica de faixa colorida

Foto: Reprodução / O Tabuleiro

Por: Camila Tíssia e Gabriel Nascimento no dia 15 de outubro de 2015 às 09:28

Faixas de pedestres vão ganhar uma pintura diferente em homenagem ao movimento LGBT, com o objetivo de conscientizar a população sobre a causa, a partir do dia 22 de outubro, em dois bairros de Salvador. De acordo com Larissa Moraes, jornalista e idealizadora do projeto, o movimento não vai atrapalhar o trânsito da cidade. "Antes de tudo consultamos a Transalvador e a Secretaria de Mobilidade Urbana e que foram ver se era possível a realização do projeto que não prejudicasse as leis de trânsito. Depois de muito estudo, vimos que é viável, inclusive não vamos pintar as faixas brancas, vamos pintar intercalando", afirmou em entrevista à Rádio Metrópole, na manhã desta quinta-feira (15).

Larissa disse que Ivete Sacramento, da Secretária Municipal da Reparação, também está apoiando a causa e vai estar junto com o grupo no dia da pintura das faixa. "Vai ser muito tranquilo, não sei por que o Isidório está fazendo tanta polêmica diante disso", respondeu sobre as críticas do deputado.

"É uma arte de rua, não imaginei que seria tão polêmico e teria tantas críticas negativas, mas imaginei que isso poderia acontecer, é uma coisa leve. É uma forma de atentar a sociedade para os anseios da população LGBT realmente. Eu acabei vivendo isso quando morei fora, é uma questão muito polêmica hoje em dia, mas ainda há um bloqueio muito grande", falou Larissa. 

A jornalista ainda defendeu o novo formato como uma ação positiva para a comunidade soteropolitana. "Não adianta tapar os olhos, ou seja, nós existimo, não tem por que fingir que nos não existimos.  Precisamos de respeito das pessoas. Bem alegre e tranquila, nada demais. Eu vivi isso em todos países e são muito bem-vindos, nos Estados Unidos, Europa, Canadá já existe e visto até como um ponto turístico. Queria que em Salvador fosse visto de outra forma", completou.