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Em dez anos, patrimônio de deputado alvo da PF aumentou mais de três vezes

Ex-prefeito de Lafaiete Coutinho, Zé Cocá adquiriu fazenda, casa, apartamento e terreno

[Em dez anos, patrimônio de deputado alvo da PF aumentou mais de três vezes ]
Foto : Reprodução/Facebook

Por Juliana Almirante no dia 17 de Abril de 2019 ⋅ 09:40

O deputado estadual Zé Cocá (PP) teve o patrimônio aumentado em mais de três vezes, no período de 2008 a 2018, desde a primeira vez em que tentou um cargo público até a última eleição.

Ex-prefeito do município de Lafaiete Coutinho, ele foi alvo da operação Three Hills, da Polícia Federal (PF), que apura fraudes em contratos para fornecimento de combustível para a cidade. Em discurso, o parlamentar contou que os policiais estiveram em sua casa e disse não tem medo da operação.

Em 2008, o então candidato à prefeitura declarou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) R$ 445 mil em bens. Na reeleição ao comando do Município, em 2012, a soma de bens chegou a R$ 589 mil. Zé Cocá só foi tentar um novo mandato no ano passado, quando foi eleito pela primeira vez a uma cadeira na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba). Foi quando o patrimônio deu um salto e alcançou R$1.510.000.

Em simulação feita pelo Metro1, apenas com o resultado da correção inflacionária do IPCA-E (IBGE), por meio da calculadora do Banco Central, a quantia de R$ 445 mil declarada pelo deputado em 2008 chegaria a R$ R$ 805.959 no ano passado. 

Evolução dos bens 

Antes do primeiro mandato, Zé Cocá tinha apenas uma fazenda adquirida de herança avaliada em R$ 25 mil, 234 bovinos que custariam R$ 200 mil e um carro de R$ 25 mil. 

No ano passado, quando conquistou o cargo de parlamentar, ele declarou que a mesma fazenda já estava avaliada em R$300 mil. Além disso, ele adquiriu outra fazenda, no valor de R$ 250 mil, um terreno e uma casa que custariam, cada um, R$ 100 mil, além de um apartamento financiado de R$ 380 mil. Ele ainda declarou animais bovinos que seriam avaliados em R$ 350 mil e outro carro de R$ 30 mil. 

Operação

De acordo com a PF, as investigações se iniciaram em 2016, após o recebimento de denúncia de que a pessoa jurídica que havia vencido todas as licitações para o fornecimento de combustível para o município de Lafaiete Coutinho, no período de 2010 a 2016, na verdade pertenceria ao então prefeito daquele município, mas estaria em nome de “laranjas”.

Com a apuração, a polícia descobriu que o posto de combustíveis na verdade era administrado por um servidor da prefeitura, que chegou a ser responsável pela conferência do recebimento do material em relação a dois procedimentos licitatórios, além de presidente da Comissão Permanente de Licitação em um certame e pregoeiro designado pelo prefeito municipal em outro certame.

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