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Garçom do Yatch Clube da Bahia há quatro décadas, 'Gigante' conta trajetória vitoriosa

Em entrevista a Mário Kertész, ele contou como chegou à profissão e, ainda, explicou a origem de seu célebre apelido

[Garçom do Yatch Clube da Bahia há quatro décadas, 'Gigante' conta trajetória vitoriosa ]
Foto : Matheus Simoni / Metropress

Por Daniel Brito no dia 14 de Maio de 2019 ⋅ 16:56

Garçom há quatro décadas no tradicional Yatch Clube da Bahia, Antonio Robson Silva de Souza, mais conhecido como "Gigante", contou na manhã de hoje (14), em entrevista a Mário Kertész, na Rádio Metrópole, a história de sua trajetória profissional.

Natural do distrito de Palame, localizado em Esplanada, no nordeste baiano, ele chegou à capital aos 19 anos, mas não conseguiu trabalho imediatamente. "Passei uns três meses sem trabalhar. Eu morava em casa de tios e de tias. Depois, um deles me levou à Associação Atlética da Bahia, onde trabalhei pela primeira vez por cinco anos", contou, ressaltando que não chegou lá já como garçom. "Fui boleiro, trabalhei em vestuário, mas fui mudando até surgir uma oportunidade na profissão", relembrou.

Gigante disse também que precisou aprender a ser garçom na prática, sem fazer qualquer curso de aprendizagem profissional. "Eu não cursei, fui 'cursado'", brincou. O veterano contou ainda a origem de seu célebre apelido, dado por um colega de Yatch que, logo no início, perguntou qual era seu apelido na Associação Atlética: "Topo Gigio" [ratinho, personagem de desenho animado famoso na Itália no final da década de 1960].

Coincidentemente, já havia outro com a mesma alcunha. "Ele me disse que, lá, não poderia ter dois Topo Gigios. O outro trabalhava no vestuário. Aí, ia complicar o meio de campo. Vai chamar um e aparece o outro. Então, me decidiu batizar como sou conhecido até hoje", revelou. Após 44 anos de trabalho no Yatch Clube, atualmente, ele é chefe da equipe de garçons no local.

Ouça ou assista à entrevista completa:

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