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Organização de mostra diz que escultura de vaca presta 'homenagem' às baianas e foi reconhecida por associação

Peça foi retirada do local onde estava exposta, em frente a uma farmácia na Avenida Euclides da Cunha, depois de críticas nas redes sociais, que acusavam a obra de "racismo disfarçado"

[Organização de mostra diz que escultura de vaca presta 'homenagem' às baianas e foi reconhecida por associação]
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Por Juliana Almirante no dia 12 de Outubro de 2019 ⋅ 10:40

Após publicação do Metro1, a assessoria do evento "CowParade Brasil" enviou uma nota de esclarecimento, em que afirma que a escultura exposta no bairro da Graça, em Salvador, "presta uma homenagem às baianas de acarajé e ao seu importante ofício".

A peça foi retirada do local onde estava exposta, em frente a uma farmácia na Avenida Euclides da Cunha, depois de críticas nas redes sociais, que acusavam a obra de "racismo disfarçado".

Confira o comunicado na íntegra:

Sobre a matéria publicada neste veículo,  na sexta-feira, 11 de outubro, a CowParade Brasil esclarece que a escultura que foi exposta na Avenida Euclides da Cunha, em Salvador, presta uma homenagem às baianas de acarajé e ao seu importante ofício, reconhecido como patrimônio Cultural Imaterial da Bahia desde 2012. Informa ainda que, antes da exposição na rua, a homenagem foi vista, reconhecida e endossada pela Associação Nacional das Baianas de Acarajé (Abam), na pessoa da sua atual presidente Rita Santos. Apesar disso, reiterando o seu compromisso de valorizar a arte de forma democrática, com ética e respeito a toda e qualquer forma de expressão, com o intuito de retratar-se com aqueles que se sentiram ofendidos e evitar interpretações equivocadas do tributo a este ofício, a CowParade Brasil efetivou a retirada imediata da obra do local

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