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Mulher relata constrangimento em loja da Kalunga no Shopping Paralela

Segundo a vítima, gerente da loja disse que 'esta era uma operação normal'

[Mulher relata constrangimento em loja da Kalunga no Shopping Paralela]
Foto : Reprodução / Instagram

Por Adelia Felix no dia 20 de Novembro de 2019 ⋅ 16:14

Uma mulher afirma ter sido vítima de constrangimento em uma unidade da Kalunga, no Shopping Paralela, em Salvador, no último domingo (17). Por meio de relato publicado em uma rede social, a vítima que se apresenta como Francine conta que entrou na loja tranquilamente e procurou por materiais de escritório, quando percebeu “uma comunicação intensa entre os funcionários”. 

“Ignorei e continuei procurando meus produtos. Até que escutei o seguinte som do rádio de um funcionário que estava próximo a mim. ‘Atenção na mulher de preto e mochila preta no corredor tal’. Gelei e paralisei. Esta era a minha descrição, fiquei trêmula e sem saber como agir, mas continuei andando, a cada passo dado percebia um funcionário próximo a mim”, recorda.

Em seguida, Francine detalha que seguiu para o caixa pagar pelos produtos e deixar o local. “Quando escutei o gerente anunciar no rádio ‘estou acompanhando a situação’, enquanto olhava em minha direção. Perguntei para a operadora de caixa sobre a segurança daquela loja, informando o constrangimento que estava sentindo durante a minha permanência neste recinto”, recorda.

Logo depois, ela relata que procurou o gerente para apresentar a nota fiscal dos produtos adquiridos, mas foi ignorada. “Até que parei na sua frente, solicitei que ele analisasse a minha bolsa e despejei todos os pertences no chão. De maneira indiferente, ele apenas me disse que esta era uma operação normal e que eu estava equivocada. Segui para sair da loja, até que senti falta da nota fiscal, deve ter caído na hora que despejei a bolsa no chão”.

Ela recorda que retornou para loja da Kalunga para solicitar a segunda via do documento, e durante o processamento o gerente tentou justificar a postura dos seguranças. “Disse que domingo é um dia que há muitos furtos e que os funcionários inexperientes agiram de maneira inadequada”.

Outro lado
A reportagem tentou contato com a Kalunga, em São Paulo, mas foi informada que não havia ninguém para falar sobre o assunto pois é feriado do Dia da Consciência Negra. A loja não tem telefone fixo na capital baiana.

 

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