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Internações por problemas respiratórios desaceleram no Brasil, diz Fiocruz

Queda coincide com o início das medidas de contenção social implantado pelos governos estaduais

[Internações por problemas respiratórios desaceleram no Brasil, diz Fiocruz]
Foto : GOV CN

Por Luciana Freire no dia 01 de Abril de 2020 ⋅ 21:00

A curva de internações por insuficiência respiratória grave desacelerou no Brasil, depois de uma ascensão considerada vertiginosa em meados de março, diz a Fiocruz. A queda coincide com o início das medidas de contenção social implantado pelos governos estaduais. A análise foi divulgada pela coluna da Mônica Bergamo.

Mas ainda não é possível saber em quanto as medidas de contenção social contribuíram nesse dado, diz Marcelo Ferreira da Costa Gomes, que coordena o InfoGripe, sistema da Fiocruz que, em parceria com o Ministério da Saúde, monitora os dados da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no Brasil.

Na 13ª semana epidemiológica do ano, que vai de 22 a 28 de março, o salto de internações foi de 7%, chegando a 5.992 contra 5.624 do período anterior equivalente. As internações tinham crescido 163% na 11ª primeira semana e 122% na 12ª semana, em conjunto, os casos tinham saltado de 965 para 5.624.

Para Marcelo Gomes, além do isolamento social, os hospitais podem estar tendo dificuldade para alimentar o sistema da fundação com dados atualizados, já que estão lotados e focados em enfrentar a crise.

Nem todas as pessoas internadas com insuficiência respiratória estão contaminadas pelo novo coronavírus. No entanto, a explosão de casos difere do histórico de anos anteriores e sugere que parte deles foi causado pela doença.

A distribuição etária dos casos com forte predomínio da faixa acima de 60 anos chama a atenção pois difere dos anos anteriores. Do total de internados com problemas respiratórios na 13ª semana, 1.177 tinham mais de 60 anos e só 298 eram crianças.

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