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Novo prefeito de Madre de Deus comenta ações da gestão em meio à pandemia

Jailton Santana (PTB), que era vice-prefeito, assumiu o cargo em 29 de abril após o afastamento do prefeito Jeferson Andrade (PP) por improbidade administrativa

[Novo prefeito de Madre de Deus comenta ações da gestão em meio à pandemia]
Foto : Reprodução

Por Juliana Rodrigues no dia 18 de Junho de 2020 ⋅ 09:31

O novo prefeito de Madre de Deus, Jailton Santana (PTB), falou hoje (18) em entrevista à Rádio Metrópole sobre as ações da gestão no município da Região Metropolitana. Jailton, que era vice-prefeito, assumiu o cargo após o afastamento do prefeito Jeferson Andrade (PP), por improbidade administrativa, no último dia 29 de abril. O atual chefe do Executivo municipal pontuou que foi um desafio passar a comandar a cidade em meio à pandemia de coronavírus.

"Assumimos em um momento muito difícil, onde se iniciava a pandemia no Brasil e na Bahia. Em Madre de Deus não tínhamos nenhum caso, mas havia mais de 30 casos sendo investigados, e sete dias depois tivemos constatado o primeiro caso de covid-19 na cidade. Ampliamos a barreira sanitária na entrada da cidade, que era de 12 horas, passou a ser 24 horas, decretamos uso obrigatório de máscara, fizemos rondas de conscientização sobre a importância do isolamento social. No domingo passado, após os 31 anos de emancipação de Madre de Deus, comemorados no sábado, nos reunimos com as associações da cidade para discutir a viabilidade de um lockdown nesse momento da pandemia. Chegamos ao entendimento de que era necessário um lockdown. Estamos trabalhando muito", afirmou.

Jailton também citou a perda de arrecadação de Madre de Deus como outro desafio trazido pela pandemia, o que inclui os royalties do petróleo explorado pela Petrobras.

"Devido a essa crise causada pela pandemia, nossa arrecadação que era de R$ 12 milhões caiu para R$ 7,5 milhões, e a previsão desse mês é pra arrecadar R$ 6,5 milhões. Arrecadávamos aproximadamente R$ 4 milhões em royalties e no mês passado arrecadamos R$ 1,1 milhão. Estamos tristes com essa notícia, porque o poder público está tendo que tomar algumas medidas, como redução de contratos", disse.

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