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Impactados pela Covid-19, transportadores escolares pedem redução de impostos e inclusão em programa municipal

Isabel Menezes, presidente da Associação de Transporte Escolar e Turismo do Estado da Bahia (Atest), afirma ainda que muitos colegas têm pensado em entrar na informalidade

[Impactados pela Covid-19, transportadores escolares pedem redução de impostos e inclusão em programa municipal]
Foto : Divulgação

Por Alexandre Galvão no dia 24 de Junho de 2020 ⋅ 12:43

Sem poder trabalhar desde o início da pandemia e sem perspectiva de volta, os permissionários do transporte escolar pedem socorro em Salvador. A categoria, que já realizou seis manifestações na capital – tanto na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), quanto na Câmara Municipal de Salvador (CMS) quer a redução de impostos pagos e também auxílio financeiro, como narra a presidente da Associação de Transporte Escolar e Turismo do Estado da Bahia (Atest), Isabel Menezes. 

“Não fomos incluídos em nenhum programa. A prefeitura abraçou todos os modais, como os rodoviários e nos deixou sozinhos”, afirmou. De acordo com Isabel, são mais de 800 pessoas sem nenhum tipo de renda. “Ontem, votaram a ampliação do Salvador para Todos e o presidente da Comissão de Constituição de Justiça (CCJ) disse que a prefeitura não tinha dinheiro para nos incluir”, afirmou. 

Isabel Menezes afirma ainda que muitos colegas têm pensado em entrar na informalidade. “Eu acho muito ruim. Tenho pedido que as pessoas continuem pagando o imposto, mas está difícil”.

Presidente da Câmara Municipal de Salvador, vereador Geraldo Júnior (MDB), apresentou uma indicação ao Executivo Municipal para que haja um diferimento das obrigações legais dos profissionais que atuam no transporte escolar. O

 autor da iniciativa também propõe uma campanha de sensibilização junto aos usuários do serviço para que mantenham o pagamento das mensalidades. “É grave a situação dos transportadores escolares de nossa Salvador. Os decretos restritivos do Poder Executivo têm impacto direto na renda desses pais de família, que agora pedem socorro para que haja alguma política pública capaz de reduzir os transtornos com a drástica diminuição da renda”, pontuou.

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