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Sexta-feira, 07 de maio de 2021

Cultura

Carlos Navarro fala sobre seu novo livro 'Goroba e os amores errantes'

O jornalista e escritor comenta sua obra, lançada hoje nas plataformas digitais

Carlos Navarro fala sobre seu novo livro 'Goroba e os amores errantes'

Foto: Metropress

Por: Augusto Romeo no dia 12 de abril de 2021 às 12:00

O escritor e jornalista Carlos Navarro lançou hoje (12) mais um livro, intitulado "Goroba e os amores errantes". Em entrevista a Mário Kertész, no Jornal da Metrópole no Ar da Rádio Metrópole, Navarro falou sobre seu livro, protagonizado por um dos seus irmãos mais novos: o dentista Goroba, que resolveu se mudar para o interior e não declarava imposto de renda, nem tinha conta em banco. 

"O sujeito era tudo que você pode imaginar de inconsequente, por um lado. Por outro lado, sério, ultra competente na profissão dele, era uma espécie de anti-herói, não queria nada com a hora do Brasil. Ele tinha uma clínica aqui em Salvador e depois resolveu se mudar pra Valente, no interior, onde arranjou uma namorada. (...) O faturamento da clínica que ele abriu em Valente, ele tinha alguns amigos que ele dava os cheques e depois as pessoas depositavam na conta dele. Era um sujeito que viveu no limite do que podia viver a vida inteira", conta o escritor sobre a história do seu irmão. "Era um sujeito que podia ter ficado rico, milionário", concluiu.

Navarro ainda falou sobre a educação pouco tradicional que seu irmão Goroba teve. "Em realidade, ele não chegou a se formar, não chegou a fazer odontologia convencional. Ele começou fazendo próteses, em Alagoinhas, ainda menino, com 13 anos. (...) Ele não acreditava muito nessas coisas, então não quis fazer o curso convencional, fez vários cursos de curta-duração, e terminou ensinando em odontologia", explica Navarro.

"Eu diria que o principal personagem não existe fisicamente. É mais o modo de vida dele. Ele era um sujeito meio anarquista, com nenhum embasamento político, porque ele era contra tudo isso. (...) Se tinha governo, ele era contra. Se tinha lei, ele era contra. Se tinha costume, ele era contra. Acho que era a maneira dele de protestar na vida. Ele seguiu assim vivendo", conta o escritor sobre o legado do seu irmão.

Perguntado por Mário Kertész se tem acompanhado o momento político do Brasil, Navarro - que dirigiu o Estadão na Bahia e no Nordeste - disse que "nós estamos submetidos a um 'maluco', entre aspas". Ainda segundo o escritor, "cada loucura que ele faz é pensada para manter o eleitorado dele, que a gente chama sem nenhum pudor de gado - e me perdoe o gado". "O mais sério de tudo isso é o ódio que ele conseguiu disseminar. As pessoas não discutem mais política, e o país paga", disse Navarro.

Veja a entrevista completa:

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Malu Fontes

Em 07 de maio de 2021
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