
Cultura
Antena das misturas, Alceu completa 75 com obra transpirando frescor
Cantor e compositor é autor de vários hits como "Anunciação", "La Belle de Jour" e "Coração Bobo"

Foto: Montagem em foto de reprodução
Nesta quinta-feira (1º), o cantor, compositor, instrumentista e advogado pernambucano Alceu Valença completa 75 anos. Em quase cinco décadas de carreira, Alceu conquistou os ouvidos e os corações de diferentes gerações por sua pluralidade sonora e versatilidade musical, se transformando em um ícone em todo o Brasil. De São Bento do Una, em Pernambuco, para o mundo, o músico é um dos maiores representantes da cultura nordestina por conseguir captar os ritmos, timbres e levadas da região com inventidade única.
Entre prêmios e indicações, Alceu foi agraciado em 2012 com o título de Comendador na Ordem de Mérito Cultural brasileira por suas contribuições singulares à arte e à cultura. O músico se junta a grandes nomes da arte e da cultura, como Caetano Veloso, Elba Ramalho e Chico Buarque. Alceu Valença também ganha destaque no cenário nacional e internacional pela difusão da música de sua região em roupagem popular, mas sem perder sua essência própria.
Embora Alceu Valença não goste muito de se definir musicalmente, o artista conseguiu misturar os maracatus e os repentes de viola tradicionalmente nordestinos com a cultura urbana de Recife, emaranhada pela geração rock n' roll dos anos 50 e 60. Numa mescla única de Luiz Gonzaga com Little Richard, Alceu Valença viu o potencial roqueiro do sertão folclórico e investiu nessa toada, consolidando sua vida e sua obra como um dos maiores legados da MPB.
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