Cultura

'Alguém oriundo da periferia virar ícone é mais difícil', diz Vandal

Questionado sobre o axé, rapper abordou a diferença entre as letras de músicas antigas e as mais recentes

['Alguém oriundo da periferia virar ícone é mais difícil', diz Vandal]
Foto : Matheus Simoni/Metropress

Por Matheus Simoni no dia 28 de Setembro de 2018 ⋅ 19:03

O músico Vandal fez críticas à forma como a cobertura jornalística apresenta o trabalho de artistas que vieram das periferia. Em entrevista à Rádio Metrópole, durante o Jornal da Cidade 2ª Edição, o rapper falou da parceria que faz com o Baiana System há três anos, com apresentações no Carnaval de Salvador.

"Algumas matérias que falam sobre música citam o Baiana System e não me citam. Eu sou, de longe, o que mais trabalha com o Baiana System. Ninguém me cita. Eu sou um representante de um povo, de um gueto. Tenho isso no meu rosto e personificado na minha pessoa e no meu trabalho. Para deixarem alguém oriundo de uma periferia virar um ícone é mais difícil, mas é um processo que eu entendo", disse. "É uma das poucas bandas que conseguem fazer música com amor hoje em dia", completou. 

Questionado sobre o axé, Vandal abordou a diferença entre as letras de músicas antigas e as mais recentes. Para o músico, o "axé não acabou", mas as novas canções não são páreo para as que eram cantadas pelos artistas no passado. "Algumas letras que se faziam no passado, se perdeu muita coisa. Consigo identificar algumas letras interessantes e que hoje em dia têm até alguma pomposidade que não chegam aos pés de algumas letras que tinham no passado", comparou o artista. 

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