Cultura

‘Ponteio encerrou um ciclo’, avalia Capinam

De acordo com ele, a canção, que venceu o festival de 1967, encerrou um ciclo na música brasileira e, por isso, foi laureada com o título no ano de nascimento do Tropicalismo

[‘Ponteio encerrou um ciclo’, avalia Capinam]
Foto : Matheus Simoni/Metropress

Por Alexandre Galvão no dia 12 de Novembro de 2018 ⋅ 18:20

Compositor de grandes clássicos da música brasileira, o poeta Carlos Capinam falou sobre algumas canções hoje (12), em entrevista à Rádio Metrópole. De acordo com ele, Ponteio, música que venceu o festival de 1967, encerrou um ciclo na música brasileira e, por isso, foi laureada com o título no ano de nascimento do Tropicalismo. 

“Tínhamos uma visão de que a cultura era esquerda ou direita. Se nascesse com assinatura do nordeste, era esquerda. Então, tudo que tinha esse tom, essa emergência do nordeste, era uma coisa de esquerda. Já essa coisa acaba em ponteio. Vem uma coisa nova, forte, revolucionária que é a música de caetano, alegria, alegria, que joga uma proposta urbana. É aí que essa assinatura nordestina deixa de ser aquilo que dava a guia de ser uma coisa revolucionária, de esquerda”, avaliou. 

Outro grande clássico de Capinam, Soy Loco Por Ti America, segundo ele, foi composto com o pensamento no revolucionário cubano Che Guevara. “Vem desse impacto da morte de Che. Embora a gente sonhasse que ele poderia vencer as suas demandas, a gente sabia que era muito difícil. Eu mandei ela a Gilberto Gil em 67 e ele faz a música. Ele é um impressionante compositor que, mesmo sendo uma Bíblia, ele transforma numa música”.

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