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Economia

Ex-ministro diz que governo pode repetir erros de Dilma na economia: 'Risco no Brasil tem nome e sobrenome: Jair Bolsonaro'

Para Maílson da Nóbrega, indicativos econômicos indicam melhora, mas presidente é o 'mais despreparado chefe de governo do mundo'

[Ex-ministro diz que governo pode repetir erros de Dilma na economia: 'Risco no Brasil tem nome e sobrenome: Jair Bolsonaro']
Foto : Metropress

Por Matheus Simoni no dia 12 de Março de 2021 ⋅ 10:02

O economista Maílson da Nóbrega, ex-ministro da Fazenda entre 1988 e 1990, avaliou os rumos econômicos do governo de Jair Bolsonaro em meio à pandemia de coronavírus. Em entrevista a Mário Kertész hoje (12), durante o Jornal da Bahia no Ar da Rádio Metrópole, ele afirmou que, mesmo com os indicativos de que haverá uma melhora em relação ao ano anterior, é necessário que o Planalto esteja alinhado com a economia mundial.

"Se olhar pelo lado da economia, tudo indica que estamos caminhando para um ano de 2021 melhor que o de 2020. Não pode ser pior. Estamos com o que o que os economistas chamam de recuperação cíclica da economia, em que a atividade econômica se expande pela ocupação da capacidade ociosa das empresas e mão de obra. Algumas dúvidas se isso é sustentável porque tem a pandemia. O agravamento é uma ameaça à recuperação", disse Maílson.

"Ela já está exigindo medidas de restrição à mobilidade, funcionamento de empresas, proibição de frequentar parques, cinemas, teatros e restaurantes. Tudo isso é ruim para a atividade econômica, mas é necessário para preservar vidas. Muito provavelmente com a vacinação que essas preocupações vão desaparecer. Uma que é muito forte neste momento é uma inflação maior do que a que se esperava", acrescentou.

Questionado por MK, o ex-ministro disse que o maior problema para a retomada econômica é a postura de Jair Bolsonaro. "A grande dúvida é a condução da pandemia pelo mais despreparado chefe de governo a estar a frente de uma crise como essa. Não é do Brasil, é do mundo", afirmou Maílson da Nóbrega. "Eu costumo dizer que o risco no Brasil tem nome e sobrenome: Jair Bolsonaro", finalizou. 

Ainda de acordo com o ex-ministro, é necessário avaliar a economia mundial para entender como tomar as medidas no país. "Resta saber porque a moeda brasileira está desvalorizando tanto. Tem o componente doméstico, o componente Jair Bolsonaro, que é a maneira como o presidente se conduz de um lado. De outro, e aí ele tem pouco a ver com isso, é o risco fiscal, ou seja, o agravamento da situação fiscal", declarou o economista

Maílson da Nóbrega ainda reforçou que o governo de Jair Bolsonaro pode repetir os erros de Dilma Rousseff na economia. "O preço dos combustíveis responde a dois fatores. O primeiro é o aumento do preço do petróleo dos mercados mundiais. O petróleo vem subindo sistematicamente nos últimos dois ou três meses. E segundo a desvalorização do real. Forçar a Petrobras a não levar isso em consideração é voltar à política desastrosa do governo Dilma, em que o governo quase quebrou a Petrobras. Na verdade, em algum momento quebrou, porque a Petrobras ficou em situação financeira periclitante", disse. 

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