
Economia
Maior risco da reforma tributária é rever acordo político, diz Durigan
Ministro da Fazenda afirma que reabrir acordos da reforma tributária pode comprometer a implementação das novas regras e defende a continuidade do texto aprovado

Foto: Diogo Zacarias/Ministério da Fazenda
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quinta-feira (2) que a principal dificuldade para colocar a reforma tributária em prática é evitar que decisões políticas já aprovadas sejam reabertas. Segundo ele, o maior desafio foi construir o consenso necessário para aprovar as mudanças no Congresso Nacional.
Durante participação no projeto Caminhos do Brasil, no Rio de Janeiro, Durigan defendeu a manutenção do texto aprovado e afirmou que revisitar os acordos firmados representaria um risco para a implementação da reforma.
O ministro também destacou a necessidade de regulamentar o imposto seletivo, previsto para entrar em vigor no próximo ano, quando o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) deixará de ser cobrado. De acordo com ele, o governo enviará ao Congresso um projeto de lei para viabilizar a criação do novo tributo.
Outro ponto citado foi a transição do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), processo que, segundo Durigan, exigirá coordenação entre estados e municípios devido às disputas fiscais existentes.
Além dos desafios políticos e fiscais, o ministro afirmou que o governo trabalha para desenvolver um sistema tecnológico capaz de simplificar a administração dos novos tributos e garantir a integração entre os diferentes entes federativos.
*Com informações da Agência Brasil
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