Economia

Economista lembra recessão dos anos 80 e analisa atual cenário brasileiro

O economista Mailson da Nóbrega, que lançou este mês o livro 'A Economia: como evoluiu e como funciona', foi entrevistado na Rádio Metrópole, nesta segunda-feira (24) e falou sobre os desafios do período em que foi Ministro da Fazenda entre janeiro de 1988 e março de 1990, um dos momentos mais difíceis da economia brasileira. [Leia mais...]

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Foto : Reprodução/ Blog Mailson da Nóbrega

Por Milene Rios e Matheus Morais no dia 24 de Outubro de 2016 ⋅ 08:36

O economista Mailson da Nóbrega, que lançou este mês o livro 'A Economia: como evoluiu e como funciona', foi entrevistado na Rádio Metrópole, nesta segunda-feira (24) e falou sobre os desafios do período em que foi Ministro da Fazenda entre janeiro de 1988 e março de 1990, um dos momentos mais difíceis da economia brasileira.

“Aquele momento representou o fim de um ciclo baseado na substituição de importações, do desprezo pela educação, pela liberdade individual. Isso interditou um debate. Começamos os anos 80 numa grave crise e quando só civis assumiram um poder acharam que a democracia resolveria a crise. O diagnóstico estava errado. A gente precisava fazer uma reforma no setor público. Construir novas instituições, que fizesse uma economia mais aberta para se modernizar, não fizemos. A crise se agravou. A gente tinha que quebrar essa inércia e a mão que surgiu foi a do congelamento. Naquela época você tinha esse ambiente e o ambiente foi piorado com uma certa irresponsabilidade fiscal”, disse o economista que fez ainda uma breve análise sobre o cenário atual do país.

“Fomos levando com a barriga, aumentando a tributação. Não tem como sustentar um setor público que cresce de 6 a 7% num ano. O que me chama atenção é que tem muita gente que acha que podemos continuar esse sistema. Nós estamos vendo alguns economistas dizendo que tem que aumentar a tributação, o Brasil está enfrentando o risco de insolvência fiscal”, afirmou. 

Nóbrega afirmou ser a favor da PEC 241, declarando que poder ser um dos elementos para melhorar a economia do país. “Ela é o primeiro passo para evitar essa tendência explosiva de nos levar a catástrofe do calote, mas eu estou confiante que a maioria já percebeu a realidade. Nós desprezamos por tantos anos esse conceito, que precisamos de uma dose cavalar do remédio. Nós estamos vendo os estados, com raras exceções, quebrados. A constituição põe um fim a esse tipo de manobra que vai enganado a sociedade. Esconderam a realidade e ela se impôs", finalizou o economista. 

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