Economia

Economista apresenta livro para simplificar 'economês': 'Objetivo é dar caminho das pedras'

Alexandre Schwartsman avalia efeitos econômicos da pandemia: 'Mais severa que a Grande Depressão'

[Economista apresenta livro para simplificar 'economês': 'Objetivo é dar caminho das pedras']
Foto : Metropress

Por Matheus Simoni no dia 26 de Junho de 2020 ⋅ 12:54

O economista Alexandre Schwartsman lançou em abril deste ano o livro "Economia no cotidiano: decifra-me ou te devoro", da Editora Contexto. Segundo ele, é uma tentativa de trazer a economia mais próxima do dia a dia das pessoas, se aproximar de quem não é especialista na área e ajudar a entender e decifrar temas como inflação, taxa de juros e alta do dólar.

"Boa parte das pessoas tem dificuldade de navegar no caderno de economia. Falta alguém que dê o caminho das pedras. O objetivo é dar esse caminho para que as pessoas possam entender o que está acontecendo e decifrar, fazendo com que evitem os erros de quem não presta atenção no ambiente econômico à sua volta", contou, em entrevista a Mário Kertész hoje (26), durante o Jornal da Metrópole no Ar da Rádio Metrópole.  

Na avaliação de Schwartsman, a obra tem como função promover debate econômico sem jargões, que só funcionam quando aplicado em determinadas tribos. "Meu desejo é para que seja para esse tipo de público. O especialista vai olhar para meu livro e dizer: isso aqui tudo eu sei. Não foi escrito para isso. Foi escrito para um público que não tem conhecimento da coisa. Pensei muito em meu irmão enquanto fazia isso. Ele é advogado, obviamente recebe minhas colunas. E às vezes fala que entendeu, outras que não entendeu", narra. 

Questionado por MK sobre o atual panorama econômico do país em meio à pandemia de coronavírus, o economista considerou que o momento é mais grave do que a Grande Depressão, em 1929. A crise ficou marcada por uma forte recessão econômica que atingiu o capitalismo internacional no final da década de 1920. "A Grande Depressão se arrastou por muitos anos. Foi praticamente uma década para recuperar níveis de emprego que prevaleciam antes da Grande Depressão. Acredito que não passará por isso. Mas é a mais severa que o mundo passou desde a Grande Depressão. Não tem dúvida. As quedas que a gente observou, de 2008 e 2009, que foram muito grave, parecem brincadeira de criança com o que a gente está passando hoje", avaliou. 
 

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