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Imprensa internacional destaca prorrogação da votação no Brasil e vê eleição “altamente imprevisível”
Jornais de Portugal, Argentina, Estados Unidos, França, Reino Unido e Espanha acompanham o 2º turno em tempo real após decisão de Zanin de estender o horário até as 19h

Foto: Ricardo Stuckert/PR/Carlos Moura/Agência Senado
Veículos de notícias de vários países noticiaram a extensão do horário de votação nas seções eleitorais do Brasil, determinada depois que o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), atendeu a pedidos das campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). A votação foi prorrogada até as 19h em todo o país, após denúncias de problemas no transporte de eleitores e das fortes chuvas que atingem diversas regiões. Veículos da Europa e das Américas montaram coberturas em tempo real para acompanhar a apuração.
Portugal
O Público, jornal de maior circulação do país, deu à confusão nas eleições brasileiras o maior destaque de sua capa.
Argentina
O Clarín ressaltou que a decisão de prorrogar a votação foi expedida no mesmo horário em que as urnas fechariam.
Estados Unidos
O New York Times destacou que, apesar da prorrogação, não estava claro se os eleitores que chegaram a tempo aos locais de votação poderiam votar, já que algumas seções haviam encerrado as atividades. Em outra reportagem, o jornal afirmou que “Flávio pode conseguir a maior vitória da direita da América Latina”.
A Associated Press classificou a votação deste domingo como uma “decisão tensa”.
França
O Le Monde observou que, mesmo com a prorrogação, 340 mil votos já eram conhecidos. Segundo o veículo, Lula recebeu 57,66% (193.574 votos), e Flávio Bolsonaro, 42,34% (142.169 votos).
Reino Unido
O The Guardian avaliou que o resultado da eleição é “altamente imprevisível”.
Espanha
O El País afirmou que o Brasil decidirá entre “entregar todo o poder aos Bolsonaro ou dar uma última vitória a Lula”. A fala faz alusão ao fato de o Congresso brasileiro ter ficado mais conservador após o primeiro turno, com a ampliação da bancada do PL, hoje a maior em ambas as casas legislativas.
Segundo o jornal, eleger o senador Flávio Bolsonaro, “herdeiro de um golpista e de uma dinastia ultraconservadora que engoliu a direita tradicional”, o tornaria o presidente mais poderoso das últimas décadas, pois ele comandaria o governo federal, controlaria o Congresso com maioria recorde e moldaria o Supremo Tribunal Federal.
Já uma vitória de Lula, de acordo com o veículo, significaria “manter o rumo político e econômico, apostar, nestes tempos tão turbulentos, em um mundo regido por regras e em um líder com credenciais democráticas consolidadas”. A reportagem acrescentou que brasileiros de esquerda e de direita se mobilizaram em massa nas últimas semanas de campanha em busca dos votos que vão decidir “as eleições mais acirradas de suas vidas”.
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