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Ligado à extrema-direita, presidente do Chile confirma presença na posse de Lula
Subsecretário do governo chileno afirmou que as relações entre os países continuarão independentemente de quem seja o presidente

Foto: Ricardo Stuckert / PR
O presidente do Chile, José Antonio Kast, nome ligado à extrema-direita, participará da posse de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reeleito presidente do Brasil, marcada para 5 de janeiro de 2027. A presença foi confirmada pelo subsecretário da Secretaria-Geral do Governo chileno, Gonzalo Arenas, que afirmou que Kast se comprometeu a comparecer à cerimônia.
A confirmação ocorreu após Arenas ser questionado sobre o reconhecimento do resultado das eleições brasileiras, depois que o senador Flávio Bolsonaro (PL) anunciou que tentaria contestá-lo. “Respeitamos as instituições dos países. As instituições declararam o presidente Lula vencedor e, portanto, não temos mais comentários a fazer. Não vamos interferir na política interna do Brasil, muito menos”, respondeu o representante do governo chileno.
Arenas também destacou a importância da relação entre os dois países e afirmou que o Brasil é um aliado e parceiro fundamental do Chile. “Seja quem for o presidente, nossas relações continuarão sendo entre Estados”, disse. A declaração reforça a posição do governo chileno de manter os vínculos diplomáticos independentemente de quem ocupe a Presidência brasileira.
Contato após a vitória de Lula
No domingo (25), após o resultado do segundo turno, Kast publicou uma imagem em que aparecia ao telefone e informou ter ligado para Lula para parabenizá-lo pela vitória. Na publicação, o presidente chileno afirmou que “Chile e Brasil têm muito futuro em comum e continuarão trabalhando por uma agenda que potencialize as relações entre nossos países em integração econômica e combate ao crime organizado na região”.
Encontros entre os presidentes
Kast e Lula se reuniram pela primeira vez em janeiro deste ano, no Panamá, quando conversaram sobre integração regional, comércio, infraestrutura e combate ao crime organizado. Em junho, voltaram a se encontrar durante a cúpula do Mercosul, no Paraguai, e discutiram formas de ampliar a cooperação econômica entre Brasil e Chile.
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