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Flávio Bolsonaro deixa o Brasil com esposa e filhas e deve pedir asilo político nos EUA
Viagem teria sido organizada às pressas com ajuda de aliados; senador descumpriu prazo para entregar passaportes à Polícia Federal

Foto: Charles Viera
Derrotado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) deixou o Brasil rumo aos Estados Unidos com a esposa e as duas filhas, segundo informações publicadas pelo Metrópoles nesta terça-feira (27). A informação também foi confirmada pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL-DF) à coluna.
De acordo com a coluna Igor Gadelha, a viagem foi organizada de última hora, com a ajuda de um grupo restrito de aliados no Brasil e nos Estados Unidos, para evitar vazamentos. Enquanto apoiadores brasileiros teriam ajudado a viabilizar a saída do senador, aliados que vivem em território americano atuaram para facilitar sua entrada no país.
A previsão informada por aliados era de que Flávio chegasse à Flórida na tarde desta terça-feira. Segundo a coluna, o governo do presidente Donald Trump já havia sido avisado sobre a viagem.
Ainda conforme a publicação, o senador pretende solicitar asilo político ao governo norte-americano assim que chegar aos Estados Unidos. Ele também deve ser recebido por apoiadores brasileiros que vivem no país. O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL), irmão do senador, tem previsão de encontrá-lo na Flórida na quarta-feira (28).
Flávio estava sem responder a aliados desde a manhã desta terça-feira. A última mensagem havia sido enviada às 8h ao senador Rogério Marinho, ex-coordenador de sua campanha presidencial. Na ocasião, disse que estava “esfriando a cabeça”, mas não esclareceu se havia deixado o Brasil.
Na segunda-feira (26), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a apreensão dos passaportes do parlamentar. Flávio deveria entregar os documentos à Polícia Federal nesta terça, mas descumpriu o prazo.
O senador é investigado junto ao advogado e amigo Willer Tomaz por suspeita de lavagem de dinheiro.
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