
Esportes
Além de Carneiro, comissão de patrimônio do Vitória investiga outros funcionários que retiraram equipamentos do clube
Há anos, time passa por problema de registro de materiais; presidente afastado é suspeito de levar equipamentos de academia do clube para dentro de casa

Foto: Luiz Bartollo
Além do presidente afastado Paulo Carneiro, outros funcionários que já fizeram parte do quadro do Vitória serão investigados por suspeitas de se apropriarem indevidamente de bens materiais do clube. A última denúncia, envolvendo o antigo líder do Rubro-Negro, apenas motivou a celeridade da criação de uma Comissão Especial de Patrimônio para investigar a situação do acervo, sem controle há anos.
“Não existe apenas esta denúncia [de Paulo Carneiro], mas também de funcionários afastados, que foram desligados, e têm consigo equipamentos do clube. Vamos investigar todos os equipamentos: quais são os que estão fora e com quem”, revelou o presidente da Comissão, Bruno Almeida Torres.
Torres explica que há anos o Vitória passa por um problema de registro de materiais, que foi agravado após o afastamento de Carneiro e evidenciado depois que Fábio Mota assumiu a presidência interina. “Com essa transição, houve uma dificuldade de estruturação dos registros de bens no nome do clube. A partir daí, não havia nenhum tombamento e dificuldade de localizar os bens. Na sexta, recebemos a denúncia do envolvimento do presidente afastado no sentido de utilização de equipamentos na sua residência. Isso acelerou a criação da Comissão”, afirmou.
“Até certo ano, existia um inventário patrimonial com todos os bens catalogados, mas, nos últimos, não registramos novas aquisições, nem antigas. Não foi feito um levantamento, um controle gerencial de inventário. Faremos esse trabalho agora, paralelamente [ao trabalho da Comissão]”, completou.
“Isso [a denúncia sobre Carneiro] será examinado. Vamos ver os registros contábeis e de estruturação do clube, vamos ouvir testemunhas, funcionários presentes no momento do ato. A partir daí, iremos encaminhar o relatório ao conselho diretor para que as medidas cabíveis sejam adotadas”, informou o presidente da Comissão.
A Comissão instaurada nesta segunda-feira (1º) é composta por mais dois membros além de Torres: Djalma Nunes Abreu e Moises Silva Lisboa. Ela tem poder para “apurar/instrumentalizar eventuais práticas de atos atentatórios aos interesses ou ao bom nome do Vitória nas questões relacionadas à preservação do patrimônio do clube”. Os participantes irão se reunir e iniciar as apurações nesta quarta-feira (3).
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