
Esportes
Vitória e Fábio Mota serão julgados pelo STJD por tumultos na final da Copa do Nordeste
Clube pode receber multas que chegam a R$ 200 mil por atraso, arremesso de objetos e suposto descumprimento de protocolos; presidente responde em processo separado

Foto: Victor Ferreira/EC Vitória
O Esporte Clube Vitória e o presidente Fábio Mota serão julgados pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) por ocorrências registradas na súmula da final da Copa do Nordeste, disputada contra o Fortaleza, no Barradão, no dia 6 de junho. A sessão da 4ª Comissão Disciplinar está marcada para esta quinta-feira (9), às 10h.
O Vitória foi denunciado pela Procuradoria do STJD por supostas infrações aos artigos 206, 213, inciso III, e 191, incisos II e III, do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD).
Entre os fatos apontados está o atraso de sete minutos para a entrada da equipe em campo no início da partida, situação que pode resultar em multa prevista no artigo 206 do CBJD.
O clube também responderá pelo arremesso de objetos por parte da torcida. Segundo a súmula da arbitragem, aos 28 minutos do primeiro tempo, torcedores no setor destinado ao Vitória lançaram copos com líquido em direção a jogadores e integrantes da comissão técnica do Fortaleza durante a comemoração do gol da equipe cearense. Ninguém foi atingido.
Outro ponto da denúncia trata do suposto descumprimento de normas da competição. O relatório da arbitragem cita dificuldades para a realização de ações previstas no protocolo oficial da Copa do Nordeste, especialmente relacionadas ao patrocinador máster do torneio, a Casas Bahia, envolvendo equipes de marketing e organização da partida.
Caso seja condenado em todas as infrações, o Vitória poderá receber multas que, somadas, chegam a R$ 200 mil, além da penalidade referente ao atraso para o início da partida, cujo valor varia conforme o previsto no CBJD.
Já o presidente Fábio Mota responderá em processo separado, com base no artigo 243-B do CBJD, que trata de constranger alguém, mediante violência, grave ameaça ou outro meio, para interferir em determinações da legislação desportiva. A punição prevista inclui multa de R$ 100 a R$ 100 mil e suspensão de 30 a 120 dias.
Procurado pelo Metro1, o Vitória informou que não irá se manifestar publicamente sobre o caso neste momento. Segundo a assessoria de comunicação do clube, o posicionamento será feito apenas na esfera jurídica.
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