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J. Hawilla confessa ter pago propina em esquema envolvendo a seleção brasileira
A Justiça dos Estados Unidos divulgou nesta quinta-feira (15) um novo depoimento de J. Hawilla, delator responsável por desencadear parte dos escândalos de corrupção na Fifa. Nas novas declarações, o fundador da empresa Traffic confessou que a prática de subornos no futebol mundial, pelo menos por sua parte, ocorre desde o ano de 1991, quando pagou por fora por favorecimentos pela primeira vez. [Leia mais...]

Foto: Reprodução/Extra/O Globo
A Justiça dos Estados Unidos divulgou nesta quinta-feira (15) um novo depoimento de J. Hawilla, delator responsável por desencadear parte dos escândalos de corrupção na Fifa. Nas novas declarações, o fundador da empresa Traffic confessou que a prática de subornos no futebol mundial, pelo menos por sua parte, ocorre desde o ano de 1991, quando pagou por fora por favorecimentos pela primeira vez.
"Aproximadamente em 1991, quando fui renovar um contrato para uma Copa América, um dirigente associado à Fifa, a organização encarregada pelo futebol mundial, e à sua confederação, a Conmebol, me pediu o pagamento de uma propina para assinar o contrato", declarou J.Hawilla. Ainda de acordo com o empresário, "por ter assumido compromissos futuros", ele concordou em pagar o suborno.
No mesmo documento, publicado pelo site Globoesporte.com, Hawilla confessa que utilizou "instituições financeiras dos EUA" para realizar o pagamento de propinas, mantendo a prática por mais de 20 anos. No entanto, os subornos não se limitaram a somente direitos de transmissão de grandes competições. Ele afirma que até patrocínios da seleção brasileira se tornaram alvos do esquema de corrupção.
"Concordei em pagar subornos por contratos da Copa América, Copa Ouro, Copa do Brasil, e pelo patrocínio da seleção brasileira. Eu usei instituições financeiras dos EUA e facilidades de transação bancária digital nos EUA para pagamento de algumas dessas propinas, bem como para pagamentos legítimos correspondentes a esses direitos", disse Hawilla, segundo o site.
A Traffic foi a responsável por intermediar o acordos entre a Nike e a Confederação Brasileira de Futebol a partir do ano de 1996. A fornecedora de material esportivo americana estampará a camisa da seleção brasileira até pelo menos 2018, data final do último contrato assinado entre as partes, documento que se tornou alvo de investigação no país. No ano de 1999, o então deputado Aldo Rebelo enviou o requerimento de uma investigação do contrato entre a fornecedora e a confederação. A partir daí nasceu a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) CBF/Nike, que terminou sem um relatório final aprovado.
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