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Ativista pelo direito das mulheres, iraniana Narges Mohammadi ganha Prêmio Nobel da Paz
Narges Mohammadi está presa desde 2021 e foi condenada a mais de 10 anos de prisão por sua atuação na luta das mulheres iraniana

Foto: Divulgação/Niklas Elmehed
Ativista iraniana dos direitos humanos, Narges Mohammadi venceu o Prêmio Nobel da Paz 2023. O anúncio foi feito na manhã desta sexta-feira (6) pelo comitê norueguês do prêmio. Ela está presa e foi condenada a mais de 10 anos de prisão e 154 chibatadas por sua atuação na luta das mulheres contra o atual regime do Irã.
"Ela apoia a luta das mulheres pelo direito de viver vidas plenas e dignas [...] Esta luta, em todo o Irã, tem sido alvo de perseguição, prisão, tortura e até morte", afirmou o comitê.
Mohammadi já havia sido detida em 2009, quando cumpriu oito anos na cadeia. Em 2021, voltou a ser detida durante uma cerimônia pela memória de uma pessoa morta nos protestos contra o regime islâmico em 2019. Mesmo mesmo presa, a ativista é vice-diretora do Centro de Defensores dos Direitos Humanos do Irã e lidera a histórica luta de mulheres iranianas contra a opressão do atual regime no país.
Por seu trabalho ativista, ela é assediada pelo regime iraniano há 30 anos. A perseguição começou quando ela iniciou seus estudos universitários e escreveu artigos em favor dos direitos das mulheres no país. Seu marido, Taghi Rahmani, que já ficou preso por 14 anos e hoje vive exilado na França com os dois filhos do casal, Ali e Kiana.
Em um prêmio com 122 anos de existência, Mohammadi é a 19ª mulher vencedora do Nobel da Paz. A última premiada foi a jornalista filipina Maria Ressa, em 2021.
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