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Conselho de Segurança da ONU convoca reunião de emergência sobre ação dos EUA na Venezuela

Internacional

Conselho de Segurança da ONU convoca reunião de emergência sobre ação dos EUA na Venezuela

Encontro será realizado nesta segunda-feira (5); Guterres diz estar alarmado e Venezuela pede condenação internacional aos ataques

Conselho de Segurança da ONU convoca reunião de emergência sobre ação dos EUA na Venezuela

Foto: Onu News/Divulgação

Por: Metro1 no dia 04 de janeiro de 2026 às 07:30

O Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU) realizará uma reunião de emergência na próxima segunda-feira (5) para discutir a operação militar dos Estados Unidos contra a Venezuela. A informação foi confirmada neste sábado (3) pela presidência do Conselho, atualmente exercida pela Somália.

“A presidência pretende realizar a reunião de emergência na segunda-feira às 12h do horário de Brasília”, informou um porta-voz da Missão Permanente da Somália junto às Nações Unidas. O país africano ocupa a presidência rotativa do Conselho de Segurança durante o mês de janeiro.

A convocação ocorre após os Estados Unidos lançarem, no sábado (3), uma operação militar em território venezuelano que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro, em Caracas, depois de seis meses de ameaças e táticas de pressão, segundo autoridades americanas.

Em resposta à intervenção, o secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou estar profundamente alarmado com a escalada da situação na Venezuela. Em comunicado divulgado por seu porta-voz, Stéphane Dujarric, ele alertou para os riscos da ação. “Independentemente da situação na Venezuela, esses acontecimentos constituem um precedente perigoso”, afirmou.

“O secretário-geral continua a enfatizar a importância do pleno respeito, por todos, ao direito internacional, incluindo a Carta da ONU. Ele está profundamente preocupado com o fato de as normas do direito internacional não estarem sendo respeitadas”, acrescentou o texto.

Guterres também apelou para que todos os atores envolvidos no país se engajem em um diálogo inclusivo, com pleno respeito aos direitos humanos e ao Estado de Direito.

Também neste sábado, a Missão Permanente da Venezuela junto às Nações Unidas enviou uma carta ao presidente do Conselho de Segurança em janeiro, Abukar Dahir Osman, condenando os ataques armados “brutais, injustificados e unilaterais” dos Estados Unidos contra o país sul-americano.

No documento, o governo venezuelano apresentou quatro exigências: a realização de uma reunião urgente do Conselho de Segurança para discutir a agressão dos EUA, uma forte condenação internacional à ação, a suspensão imediata dos ataques militares e medidas para responsabilizar Washington por “crime de agressão”.

Segundo a carta, forças militares americanas bombardearam alvos civis e militares em Caracas e em outras cidades dos estados de Miranda, Aragua e La Guaira na manhã de sábado, além de realizarem ataques em diversas regiões com helicópteros e aviões.

O texto afirma ainda que os ataques configuram um ato flagrante de agressão premeditada, reconhecida e divulgada por Washington, e que violam “flagrantemente” a Carta da ONU. A missão venezuelana sustenta que a ofensiva teve como objetivo derrubar o atual governo e impor um “governo fantoche” para saquear os recursos petrolíferos do país.

A realização da reunião de emergência conta com o apoio da Colômbia, membro não permanente do Conselho de Segurança da ONU, e da Rússia, membro permanente do órgão.