Internacional
"Esses atos representam uma afronta gravíssima”, diz embaixador brasileiro sobre ações dos EUA na Venezuela

Presidente dos EUA afirma que Washington passou a comandar o país após prisão de Nicolás Maduro e não descarta ações contra a Colômbia

Foto: Reprodução/The White House
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou no domingo (4) que o governo norte-americano passou a comandar a Venezuela após a operação militar que resultou na prisão de Nicolás Maduro. A declaração foi feita dois dias depois da ofensiva, que, segundo fontes venezuelanas, deixou ao menos 80 mortos.
Ao falar com jornalistas, Trump afirmou que o país sul-americano vive um colapso completo e defendeu a entrada de empresas petrolíferas estrangeiras como parte central do processo de reconstrução. Para ele, a retomada econômica da Venezuela dependerá diretamente da atuação dessas companhias.
O presidente norte-americano também elevou o tom contra a Colômbia. Questionado sobre a possibilidade de ações militares no país vizinho, Trump respondeu de forma positiva e voltou a atacar o presidente colombiano, Gustavo Petro, repetindo acusações ligadas ao tráfico de drogas.
Internamente, a Venezuela vive um cenário de transição. Por decisão da Suprema Corte, a vice-presidente Delcy Rodríguez assumiu interinamente o comando do país. A medida foi reconhecida pelas Forças Armadas e também pelo governo brasileiro.
Trump afirmou que acompanhou a prisão de Maduro à distância e disse que a captura ocorreu de forma rápida, sem possibilidade de reação. O presidente norte-americano divulgou uma imagem que, segundo ele, mostra o ex-presidente venezuelano já sob custódia em um navio militar dos Estados Unidos.
De acordo com o The New York Times, o número de mortos durante a operação pode aumentar, conforme novas informações sobre a ofensiva sejam confirmadas por autoridades venezuelanas.
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