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Acordo prevê a redução gradual de tarifas de importação de 77% dos produtos agroexportados pelo Mercosul

Foto: Pexels
A União Europeia (UE) aprovou o acordo de livre comércio com o Mercosul, que inclui Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. O tratado será assinado pelos blocos em 17 de janeiro e precisará de aprovação nos congressos sul-americanos para entrar em vigor. O setor agrícola brasileiro é o maior beneficiado, já que a UE é o segundo maior comprador de produtos agro do país, atrás apenas da China.
O acordo prevê a redução gradual de tarifas de importação de 77% dos produtos agroexportados pelo Mercosul. Entre os itens beneficiados estão:
A soja não terá alterações, pois já entra na UE sem tarifas.
O acordo estabelece cotas anuais de exportação para produtos sensíveis. Para carnes bovinas, Brasil e outros países do Mercosul poderão enviar até 99 mil toneladas por ano, com tarifas reduzidas. Para frango, a cota será de 180 mil toneladas, iniciando menor e aumentando gradualmente até o sexto ano. Esses limites permitem ao Brasil ampliar exportações mantendo segurança competitiva.
Algumas regras europeias, chamadas de salvaguardas, podem suspender temporariamente benefícios se a produção local for afetada, mas não eliminam o potencial de exportação. O tratado fortalece a relação Mercosul-UE, amplia a previsibilidade comercial e abre oportunidades para aumentar as vendas brasileiras de carnes, café e outros produtos agrícolas ao maior mercado europeu.
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