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Mortes em protestos no Irã sobem para a 192

Internacional

Mortes em protestos no Irã sobem para a 192

Crise no país entra na segunda semana com repressão intensa, bloqueio da internet e risco de conflito internacional

Mortes em protestos no Irã sobem para a 192

Foto: Canva imagens

Por: Metro1 no dia 11 de janeiro de 2026 às 11:29

O número de mortos nos protestos do Irã, que duram há quase duas semanas, subiu para 192, segundo a ONG Iran Human Rights, com sede na Noruega, que monitora a situação no país. A cifra é considerada mínima, já que o corte de internet prolongado dificulta a verificação independente.

Os protestos, que exigem mudanças políticas e criticam o governo do aiatolá Ali Khamenei, têm sido marcados por confrontos violentos com as forças de segurança. O chefe da polícia iraniana, Ahmad-Reza Radan, afirmou neste domingo (11) que “o nível de confronto contra os manifestantes se intensificou”.

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, pediu que a população se mantenha afastada de “terroristas e badernistas”, enquanto acusou os Estados Unidos e Israel de “semear caos e desordem”. Ao mesmo tempo, Pezeshkian afirmou que o governo está disposto a “ouvir seu povo” e resolver problemas econômicos do país.

Em meio à escalada da crise, a Guarda Revolucionária do Irã reforçou que proteger a segurança nacional é uma prioridade inegociável. O parlamento iraniano, por sua vez, ameaçou retaliar contra Israel e bases militares dos EUA caso o país seja alvo de um ataque norte-americano. Segundo o presidente do parlamento, Mohammad Bagher Qalibaf, “em caso de ataque ao Irã, os territórios ocupados [Israel], assim como todas as bases e navios dos EUA, serão nossos alvos legítimos”.

No sábado (10), o presidente dos EUA, Donald Trump, renovou ameaças ao governo iraniano, afirmando que o país está “buscando a liberdade” e que os norte-americanos estão “prontos para ajudar”. Segundo reportagens do The New York Times e Axios, Trump avalia opções militares e alternativas para apoiar os manifestantes.

A situação permanece tensa, com bloqueio da internet e risco crescente de escalada militar, enquanto os iranianos continuam protestando contra o regime e as forças de segurança intensificam a repressão.