
Internacional
Líder do Irã diz que ataque dos EUA viraria conflito regional
Khamenei afirma que Teerã não quer guerra, mas responderá com “golpe forte” caso seja atacado, em meio ao reforço naval americano no Oriente Médio

Foto: Reprodução/Canva Imagens
O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, afirmou neste domingo (1) que um eventual ataque dos Estados Unidos ao país transformaria a situação em um conflito regional. A declaração foi divulgada pela mídia estatal iraniana em meio ao aumento das tensões entre Washington e Teerã.
Nas últimas semanas, os EUA reforçaram sua presença naval no Oriente Médio depois que o presidente Donald Trump ameaçou repetidamente o Irã com intervenção militar caso o país não aceitasse um novo acordo nuclear ou não cessasse a repressão aos manifestantes.
Khamenei minimizou as ameaças. “(Trump) regularmente diz que ele trouxe navios. A nação iraniana não deve ser assustada por essas coisas, o povo iraniano não será agitado por essas ameaças”, afirmou.
Ele também disse que o Irã não pretende iniciar hostilidades, mas reagirá com força se for atacado. “Nós não somos os iniciadores e não queremos atacar nenhum país, mas a nação iraniana vai dar um golpe forte contra qualquer pessoa que os ataque e os intimide”, declarou.
Apesar das tensões, autoridades iranianas afirmam que uma saída diplomática ainda é possível e dizem estar dispostas a participar de negociações “justas” que não limitem suas capacidades de defesa.
Atualmente, a Marinha dos EUA mantém na região seis contratorpedeiros, um porta-aviões e três navios de combate litorâneo.
As declarações de Khamenei ocorrem após semanas de protestos no Irã, iniciados no fim de dezembro por dificuldades econômicas e que se tornaram o maior desafio político ao governo desde 1979. As manifestações perderam força após uma forte repressão.
Estimativas oficiais apontam 3.117 mortos relacionados aos distúrbios, enquanto o grupo de direitos humanos HRANA, com sede nos EUA, afirma ter verificado 6.713 mortes até o momento.
Khamenei comparou os protestos a um “golpe”, dizendo que o objetivo da “sedição” era atingir os centros de poder do país, segundo a mídia estatal iraniana.
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